Porque a energia pode ser o maior problema do Google
November 29, 2006 on 6:01 pm | In Uncategorized, colunas, energia, forumpcs, google, web20 | No CommentsUm conhecido que acaba de voltar da conferência Web 2.0 Summit, em São Francisco (ainda não sabe o que é Web 2.0?) assistiu a uma palestra de um executivo do Google em que teria sido dito que a maior preocupação da empresa, atualmente, é com a energia elétrica para alimentar os milhares de computadores de suas fazendas de servidores espalhadas pelo mundo.
Revirei o site do evento, mas ainda não consegui encontrar uma transcrição da tal apresentação. De qualquer forma, algumas coisas que tenho lido por aí confirmam que a economia de energia e com energia estão de fato na lista de prioridades do Google, seja pelo aspecto ecológico, seja pelo estratégico. Rumores sobre investimento em energia nuclear à parte, existem pelo menos dois fatos concretos que indicam isso:
A reforma da sede do Google no Vale do Silício

A imagem acima, capturada do Google Earth, mostra o quartel-general da empresa em Mountain View, na Califórnia, apelidado de Googleplex. A propriedade de quase 100 mil metros quadrados fica a 56 km de São Francisco e foi comprada pelo Google este ano por US$ 319 milhões. Mas a empresa não mudou de endereço… apenas tornou próprios os escritórios que alugava há alguns anos.
Depois da aquisição, a gigante da busca decidiu investir um dinheirinho (a quantia não foi revelada) em sua sede e anunciou, agora em outubro, a construção da maior rede corporativa de coleta de energia solar dos Estados Unidos. Até a primavera americana (nosso outono), o complexo de Mountain View ganhará 9.200 painéis fotovoltaicos capazes de gerar 1,6 megawatts de força – o equivalente ao consumo de mil residências californianas.
Quando terminarem de cobrir os telhados e estacionamentos do complexo, como mostra a simulação abaixo, os painéis solares do Google serão capazes de suprir 30% das necessidades do “Googleplex”. Além de fazer inveja à rival Microsoft, que, segundo a própria MSNBC, instalou 2.288 painéis em seu centro de pesquisa situado na mesma Mountain View, no início do ano, mas gera “apenas” 480 kilowatts.

A localização estratégica do “Projeto 2″
Até recentemente, a cidade de The Dalles, no Oregon, com pouco mais de 12 mil habitantes no censo de 2000, só tinha recebido algum destaque na mídia em 1984, quando foi alvo de um ataque bioterrorista supostamente planejado por integrantes de um culto fundamentalista indiano. Em 2006, graças ao Google, a cidade já apareceu até nas páginas da Wired e do New York Times.
The Dalles foi escolhida para receber o “Projeto 02″, um datacenter gigante que ocupa 30 acres de terreno à margem do Rio Columbia, fronteira com o estado de Washington. Apesar de ninguém na cidade admitir e o Google manter quase todos os detalhes da empreitada em sigilo, a internet está cheia de referências a ele. Inclusive no Google Earth, de onde capturamos a imagem abaixo, indicando a suposta localização do complexo, mas não as novas construções.

Segundo o NYT, de onde reproduzimos a foto abaixo, o Google já construiu dois dos três prédios que tem permissão de erguer no local – cada um do tamanho de um campo de futebol. Os prédios em si são baixos, de apenas um andar, mas ao lado de cada um deles vemos torres quatro vezes mais altas, supostamente parte de um sistema de refrigeração que usaria a água do rio vizinho para dissipar o calor produzido pelos milhares de servidores do complexo.

A localização à beira-rio, entretanto, tem muito mais importância do que fazê-lo de watercooler gigante. Basta examinar as fotos do Google Earth para encontrar, rio acima, uma discreta linha que une as duas margens, como se fosse uma ponte. É a barragem da hidrelétrica The Dalles Dam, construída em 1957 alagando o trecho do rio que deu nome à cidade.

Originalmente usada para alimentar a indústria de alumínio, a usina produz 1,8 Gigawatts de eletricidade parcialmente disponíveis ao Google por um quinto do preço que custaria em São Francisco. Some-se a isso o fato de Dalles estar ligada por fibra ótica a Harbour Pointe, em Washington, de onde parte um link de 640 Gbps que conecta os Estados Unidos à Ásia, e temos o lugar perfeito para um megadatacenter.
O curioso em relação à oferta de eletricidade barata é que o mais importante nem é a economia, mas a disponibilidade. Segundo a Wired, a Ask.com, segunda empresa de busca que mais cresce no mundo, teve que interromper a expansão do poder de processamento de seu datacenter na Costa Leste porque não havia mais energia para alimentá-lo. Só 30% do prédio estavam ocupados, mas a rede elétrica da região ficou saturada.
Ainda de acordo com a revista, as empresas de busca já consomem, juntas, quase o mesmo que toda a região metropolitana de Las Vegas, com todo o neon de seus hoteís e cassinos. Não é à toa que a Ask está procurando um lugar para se instalar na mesma região do Projeto 02, como já fizeram a Microsoft e o Yahoo! Depois do Vale do Silício, chegou a vez do “Rio dos Datacenters”!
Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0
Sony PSP: brinquedo de gente grande
November 28, 2006 on 2:40 pm | In games, review, teste, video, wireless, wnews | No CommentsQuando publicamos o teste do Nintendo DS, já estava em nossos planos avaliar também o Playstation Portable – PSP, seu principal rival no segmento dos videogames portáteis. Por mais que tenham apelos diferentes – o DS mantém a tradição mais infantil e não-violenta da Nintendo, enquanto o PSP, da Sony, traz jogos mais adultos – ao considerar a aquisição de um deles, é impossível não pensar também no outro.
A decisão, quase sempre, é tomada em função dos games preferidos do comprador. Quem gosta de Mario Brothers ou não pode mais viver sem os cãezinhos virtuais do Nintendogs – jogo mais vendido para o DS – escolhe o Nintendo. Quem está mais para jogos de guerra, como Socom: US Navy Seals, ou títulos polêmicos como GTA: Liberty City Stories – o best-seller do PSP –, acaba adotando o console da Sony. Até segmentos inofensivos, como o dos quebra-cabeças, merecem um tratamento diferenciado no PSP. É o caso do hipnotizante Lumines, uma espécie de Tetris com cenários e trilha sonora totalmente psicodélicos.
Leia o teste completo no WNews
Cinco megapixels são mais que suficientes
November 24, 2006 on 8:34 am | In colunas, fotografia, fotografia-digital, wnews | No CommentsNa coluna da semana passada reclamei da corrida dos pixels que, no início do ano que vem, resultará em câmeras compactas com desnecessários 12 megapixels. Aproveitei para relembrar minha coluna de estréia no WNews, sobre o número necessário de megapixels numa digital, e a continuação, que concluia que 5 megapixels são mais que suficientes. Achei que fossem chover comentários polemizando, mas até o momento recebi apenas um, concordando comigo.
Leia a coluna completa no WNews
Linux é motivo para a Abes criticar o Computador para Todos?
November 23, 2006 on 6:03 pm | In colunas, forumpcs, hardware, mercado, opensource | No CommentsA Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) divulgou esta semana o resultado de um estudo da Ipsos Public Affairs sobre o programa “Computador Para Todos” que apontaria “indícios de pirataria” como conseqüência do projeto governamental. A Abes quer usar os números da pesquisa como argumento para convencer o Governo a repensar o programa, mas é tudo uma questão de ponto de vista.
Segundo o estudo, 47% dos compradores dos “PCs populares” movidos a Linux trocaram o sistema operacional sem pagar – os tais “indícios de pirataria”. Eu fui um deles. Há cerca de um ano comprei para a minha namorada um Preview beneficiado pelos incentivos do “Computador para Todos”. Na época, publiquei um teste sobre ele em que relato minhas impressões sobre a máquina e a economia proporcionada pelo programa: R$ 159 da isenção fiscal e R$ 225 do sistema operacional.
Depois de uma semana convivendo com o Linux – bem menos que a média de 31 dias observada no estudo da Abes -, reformatamos a máquina e tascamo-lhe o bom e velho Windows XP. Original. O mesmo que usava no meu penúltimo desktop, desmontado e vendido aos pedaços quando comprei outro. Como o novo veio com o XP “de fábrica”, também original, eu tinha uma licença “sobrando”.
Os consumidores revelaram ter gasto, em média, R$ 137 com a “compra e instalação” do novo sistema operacional, sendo uma média de R$ 50 ao técnico e R$ 88 pelo sistema, o que, para a Abes, seria mais uma “forte evidência de uso de cópias ilegais”. Não necessariamente! Eu não gastei nada, mas se não soubesse realizar o procedimento sozinho e tivesse contratado um técnico, teria gasto os tais R$ 50 com o serviço.
Digamos que um Fulano qualquer tenha comprado o XP original para fazer a migração e pago os R$ 200 que costumam cobrar no Mercado Livre. Juntos, teríamos gasto R$ 250. Dá uma média de R$ 125 com “compra e instalação”, bem próximo do valor obtido na pesquisa. E ninguém cometeu pirataria.
PCs viram sucata. Licenças, não necessariamente
Como eu, muita gente pode ter licenças de Windows sobrando de computadores sucateados ou intencionalmente migrados para outros sistemas (ainda mais se foram obrigados a comprá-los com Windows). São essas licenças que muitas vezes vão parar nos sites de leilão a R$ 90 (Windows 98 ) e R$ 200 (XP), bem menos que os R$ 400 que a Abes considera “valor de mercado” (lembra que o Preview poderia ter vindo com Windows por R$ 225 a mais?).
O valor da média, que a Abes diz estar “abaixo do preço de mercado do Windows”, realmente é estranho. Mas é a velha história de que se eu como dois frangos e você, nenhum, ambos comemos, “em média”, um frango. Como você tem que ser muito trouxa para pagar mais de cem reais por um programa pirata vendido a R$ 10 em qualquer esquina, é óbvio que muita gente comprou cópias originais, ou a média não seria tão alta.
Muitos dos migrantes realmente instalaram cópias ilegais, mas achar que o programa como um todo prejudicou a indústria de software é uma forçação de barra tão grande quando dizer que se existem X milhões de programas piratas as softwarehouses tiveram um prejuízo de X milhões de vezes o preço de cada cópia. Como se o pirata fosse comprar tudo o que copiou se não o tivesse feito…
A pesquisa da Abes também mostrou que 70% dos entrevistados eram das classes C e D e 86% se valeram do programa para adquirir seu primeiro computador. Quanto vale para as empresas de software esse crescimento do mercado? E para o Brasil? Vale tanto que a primeira conclusão da pesquisa foi que o programa tem atingido seus objetivos gerais. Pena que isso não tenha recebido o menor destaque no press-release da Abes, mais interessada em reclamar da pirataria do que em comemorar o sucesso do “Computador para Todos”.
Quem cerceou a liberdade de escolha primeiro?
Melhor ainda é a declaração do presidente da entidade, Jorge Sukarie: “A ABES, em diversas oportunidades, já havia se manifestado no sentido de que a oferta de uma solução única, cerceando a liberdade de escolha do sistema operacional por parte do usuário do programa “Computador para Todos”, acabaria induzindo e estimulando o consumidor ao grave crime de pirataria de software…”
Será que Sukarie lembra que a Microsoft foi processada por obrigar integradores de PCs a comprar uma licença do Windows para cada computador que vendessem, efetivamente impedindo a popularização de sistemas operacionais alternativos? Por que será que ele não levantou a bandeira da “liberdade de escolha” naquela época? A mentalidade deve ser uma paródia do que Henry Ford dizia sobre a cor dos automóveis: você pode ter a escolha que quiser de sistema operacional, desde que seja o Windows. Ou vai dizer que Sukarie não sabia das práticas comerciais da Microsoft?
Claro que sabia… vejam este outro depoimento dele, que antes de presidir a Abes, já era presidente da Brasoftware, publicado no site oficial da Microsoft: “A Brasoftware é parceira da Microsoft desde o final dos anos 80. Mesmo antes de a empresa se estabelecer no Brasil (1989), a gente já vendia produtos da Microsoft.” Bons tempos aqueles do monopólio, né?
A ironia disso tudo é que, em minha humilde opinião, a maior preocupação da Microsoft nem deveria ser a pirataria doméstica de seu sistema operacional (que, como sabemos, estimula seu uso nas empresas), mas o fato de “apenas” 73% dos compradores dos “Computadores para Todos” terem trocado de sistema. Se o Governo conseguiu colocar micros mais baratos ao alcance da população e ainda por cima fazer 27% desses consumidores adotarem o Linux, merece ser aplaudido de pé!
Em tempo: eu não uso Linux, embora reconheça que deveria fazê-lo, mas sempre que posso tento fazer minha parte na divulgação do software livre. Minha última ação nesse sentido foi comprar uma camiseta com a estampa abaixo. Legal, né? Bill Gates não deve achar.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0
Shure e2g: fones que valem seu peso em ouro
November 21, 2006 on 2:46 pm | In gadgets, musica, review, teste, wnews | 1 CommentEngana-se quem acha que os fones brancos de um iPod são o símbolo máximo de status que se pode ver nos ouvidos de um audiófilo moderninho. Esse título, atualmente, é dos fonezinhos da Shure, marca consagrada entre músicos e outros profissionais do som mas que, de uns tempos para cá, vem ganhando as ruas de carona no sucesso de MP3 players, videogames portáteis e outros gadgets do tipo.
Os fones da Shure se distribuem em duas linhas principais: a E*C e a E*G, onde o asterisco representa o nível de qualidade do produto e as letras C e G, sua principal aplicação: música em geral ou games, respectivamente. Assim, temos os fones E2C, E3C, E4C e E5C, otimizados para música, e os modelos E2G, E3G e E4G, para os jogos eletrônicos. Há também a família i*c, que incorpora um microfone para ser usado com celulares.
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Quem tem MP3 player gosta de eletrônicos (e liquidificador)
November 20, 2006 on 6:05 pm | In Uncategorized, colunas, forumpcs, gadgets, mercado | No CommentsUpdate: como o assunto liquidificador estava rendendo mais comentários do que a pesquisa, decidi atualizar o título da coluna para torná-lo mais descritivo.
Semana passada recebi um press-release com o resultado de uma pesquisa da comScore que revela o óbvio: pessoas que possuem MP3 players têm maior propensão a comprar outros gadgets eletrônicos e são, portatanto, o público ideal para campanhas publicitárias de fabricantes desses equipamentos. Descobriram a pólvora, né?
Este que vos escreve, consumista voraz de tudo o que tem a ver com tecnologia, já teve dois MP3 players e se desfez deles porque não gostava o suficiente de música para justificar o investimento, mas já usou muito um PDA e atualmente usa o PSP como tal, o que deve ser suficiente para inclui-lo no universo da pesquisa. Uma coisa é certa: sou muito mais propenso a comprar qualquer coisa eletrônica do que o internauta médio.
Para se ter uma idéia, meu último sonho de consumo, descoberto no YouTube, é nada mais, nada menos que um liquidificador! Não um Brastemp qualquer, mas “o” liquidificador: o Total Blend, da Blendtec. Esta belezinha de 1500 watts já foi demonstrada moendo canetas, bolinhas de gude, de golfe e até um cabo de ancinho!
Mas serve para liquidificar comida, também: as demonstrações incluem um frango inteiro, uma lata de Coca Cola (inclusive a lata) e uma McRefeição completa. Não, eu não usaria o liquidificador de US$ 400 para nada disso, mas só o fato dele transformar gelo em neve já me convenceu! Daria para voltar a tomar Frapuccinos antes mesmo de o Starbucks chegar ao Rio! Ou será que a primeira coisa que eu deveria fazer é moer meus cartões de crédito para evitar novas compras desnecessárias?
Mas, voltando ao estudo da comScore: por trás do título idiota ele esconde alguns números interessantes. Segundo o relatório, 27% dos internautas têm pelo menos um MP3 player. A maioria (53%) são homens e mais de um terço (37%) têm entre 18 e 34 anos. Esse público adora consumir online: quase metade (49%) consideram a web a forma mais fácil de fazer compras e praticamente todos (94%) o fizeram nos últimos seis meses.
Em relação à tal propensão às novas aquisições, donos de MP3 players são duas vezes mais (105%) inclinados a comprar consoles de games com conectividade de rede do que internautas “comuns”. Quando o objeto de consumo é um PDA, a relação cai para ainda relevantes 89%, à frente dos 85% dos videogames portáteis, 180% dos sistemas de rádio via satélite (inexistentes no Brasil) e 72%, dos gravadores digitais de vídeo (PVRs). TVs de plasma e LCD, digitais e de alta definição, bem como sistemas de home-theater, giram em torno dos 50%. Câmeras digitais, sejam fotográficas ou de vídeo ficam na casa dos 35%.
E já que falamos em televisão, os donos de MP3 players assistem menos TV (e ouvem bem menos rádio) que os internautas em geral, mas são bem mais participativos: 50% mais propensos a frequentar uma sala de chat sobre um programa de TV, 49% mais inclinados a acessar um site sobre o programa, 33% mais interessados em buscar horários e críticas e 12% a enviar e-mails ou mensagens instantâneas sobre o programa. A probabilidade de pesquisarem na web produtos exibidos num programa ou anúncio de TV é 50% maior. A de comprarem, 17%.
Os resultados mais curiosos da pesquisa, porém, são os que revelam os hábitos de leitura dos proprietários de MP3 players. Eles lêem jornais como a média dos internautas, mas assinam muito mais revistas. E duvido que alguém adivinhe quais eles mais lêem em relação à média dos internautas! Bom, a número um da lista é a adolescente Seventeen (113%), seguida de perto pela sisuada The Economist (109%) e pela esperada Rolling Stone (108%). No fim do “top 10″, outro contraste: Vanity Fair, em 9º (71%) e Forbes, em 10º (70%). Vá entender…
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Vêm aí as compactas de 12 megapixels. Infelizmente
November 17, 2006 on 8:35 am | In colunas, fotografia, fotografia-digital, wnews | No CommentsNa semana passada, ao comentar os rumores sobre a reflex digital D40, da Nikon, fizemos pouco de seus 6 megapixels de resolução. Do ponto de vista mercadológico, uma câmera dessas pode fazer feio perto de rivais (mais caras, há que se reconhecer) de 8 e 10 megapixels. Pior ainda quando comparamos com as compactas, que agora começam na casa dos 7 megapixels e chegam fácil aos 10.
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5000km de estrada e alguns de rio guiados por GPS
November 10, 2006 on 5:56 pm | In GPS, Uncategorized, colunas, forumpcs, georeferenciamento, viagem | No CommentsAlgumas semanas atrás, quando o Paulo relatou sua experiência com o Google Maps, tive vontade de emendar com uma coluna sobre minha viagem ao Canadá, já comentada brevemente aqui.
Passei quase um mês naquele imenso país no meio do ano e dirigi quase 5 mil quilomêtros, três deles na Costa Oeste, de Vancouver até as Montanhas Rochosas, e o resto na Leste, partindo de Toronto. Se alguém tiver curiosidade, pode conferir algumas fotos da aventura no meu 8P, o inovador serviço de fotologs da Globo.com (disclaimer: sim, agora eu trabalho lá).
Mas o objetivo desta coluna não é falar de turismo, e sim de tecnologia. Neste caso, a que me ajudou a enfrentar as estradas canadenses sem comprar um único mapa de papel. Antes da viagem, quase como o Paulo fez antes de ir para Miami, programei todas as rotas que faria no computador. Em vez do Google Maps, usei o Microsoft Streets & Trips. Não era uma versão original, mas como eu comprei a dita cuja, me declaro inocente da acusação de pirataria ![]()
A escolha do software tradicional em lugar do serviço online se deveu a uma questão prática: eu queria ter tudo armazenado localmente no notebook (momento de propaganda gratuita: aquele mesmo que estou vendendo lá nos classificados), para poder consultar no caminho, dentro do carro, sem conexão à internet. Mas não era só isso: no segundo dia da estadia em Vancouver, corri à Best Buy e comprei o Streets & Trips, na versão que vem com um receptor de GPS. Isso o Google Maps (ainda) não tem!

Esta versão me custou 150 dólares canadenses (cerca de US$ 135) – 100 a mais que a que não vem com o GPS – mas como a edição 2007 estava para sair, depois comecei a ver o pacote em oferta em outras lojas. Como o programa já estava instalado e configurado no notebook, com todos os destinos cadastrados, bastou plugar o acessório USB e aprender a usar. É tudo relativamente fácil, a não ser por alguns detalhes que demoramos a descobrir por conta própria, já que ninguém lê manuais mesmo.
O programa mostra sua posição no mapa com uma precisão espantosa e só perdeu o sinal quando passamos em alguns túneis subterrâneos, em Montreal. Tem um certo “delay”, mas logo nos acostumamos com ele e passamos a considerar as instruções com alguma antecedência. Instruções? Sim, pois o programa avisa, via sintetizador de voz, quando virar, por quantos quilômetros seguir e assim por diante. Na tela, ainda vemos a velocidade média do carro e uma bússola que indica a direção em que estamos seguindo.

O que, para mim, pareceu uma precisão absoluta, porém, está longe de ser suficiente para um outro usuário de GPS que conheci nos últimos dias da viagem. Durante um passeio de barco na região conhecida como “Mil Ilhas” (sim, o molho Thousand Islands foi inventado lá), reparei que o comandante da embarcação usava um programa semelhante ao meu para navegar no rio St. Lawrence.
Quando viu que eu estava interessado na tela de seu computador de bordo (que era um PC comum, sem nada de especial), o capitão – cujo nome eu nem me lembrei de perguntar – puxou assunto e trocamos algumas palavras sobre a tecnologia GPS. Eis que ele me mostra que, de acordo com o computador, nosso barco deveria estar em terra firme, encalhado na margem do rio. “Há um desvio de uns 20 metros”, disse.

OK, é notório que a precisão dos GPS civis não é tão grande assim, o que explicaria o erro. Surpreendente foi saber que não foi sempre assim. Segundo nosso capitão anônimo, antes dos atentados de 11 de setembro, dava para confiar quase cegamente no computador do barco. “Depois os americanos mandaram aumentar a margem de erro do sistema para evitar que terroristas o usassem para guiar bombas”. É uma bela teoria da conspiração. Mas será só uma teoria?

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0
Nikon D40 pode romper barreira dos US$ 500
November 9, 2006 on 8:37 am | In colunas, fotografia, fotografia-digital, wnews | No CommentsOs sites especializados em fotografia mais sérios custaram a dar a notícia, provavelmente por conta de acordos de confidencialidade assinados com a Nikon, mas a informação (não confirmada) já circula livremente na web há alguns dias: vem aí a D40, reflex digital amadora com lançamento previsto para a PMA, feira de fotografia que acontece nos Estados Unidos, em janeiro.
Leia a coluna completa no WNews
A fotografia digital deu um grande passo para trás
November 3, 2006 on 8:20 pm | In colunas, fotografia, fotografia-digital, wnews | No CommentsAntes de mais nada, é preciso esclarecer que a sacada do título não é minha, mas de uma campanha que a Olympus veiculou há uns três anos, quando lançou sua C-5060 Zoom, sucedida pelas C-7070 e C-8080 Wide Zoom. Trata-se de uma brincadeira justamente com o conceito de wide zoom, que podemos traduzir como zoom grande-angular – uma lente zoom que parte de uma distância focal menor que o usual.
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