Archive for January, 2007

Carro elétrico com ultracapacitor chega ao mercado este ano

Semana passada, a coluna sobre microturbinas marcou nosso retorno ao tema “energia alternativa”, já abordado aqui nas colunas sobre células combustíveis, microgeradores, supercapacitores, capacitores de plástico e sobre o Tesla Roadster, o carro elétrico com baterias de notebook.

Prometemos continuar o assunto falando de uma possível primeira aplicação prática dos supercapacitores apresentada numa matéria no site da revista Technology Review. Também chamados, desde sua invenção na ficção científica, de “batacitores”, esses mistos de baterias e capacitores seriam capazes de armazenar e fornecer rapidamente grandes quantidades de energia.

A tal primeira aplicação real da tecnologia pode ser no ZENN, o feioso carrinho de dois lugares da foto abaixo. Fabricado no Canadá pela empresa homônima, o ZENN - sigla de Zero Emission, No Noise (zero emissão, nenhum ruído) é um veículo elétrico urbano ecologicamente correto. Quase como um daqueles carrinhos de golfe em versão de luxo, “street-ready”.

Com velocidade máxima limitada a apenas 40km/h (para se enquadrar nas normas norte-americanas para este tipo de veículo) e autonomia de menos de 60 km, o carrinho está longe de ser um concorrente para o superesportivo Tesla Roadster. Mas pode, em tese, substituir os carros de passeio atuais em muitas situações e acabar disputando com os veículos da Tesla Motors (mais com o sedã “White Star”, que a empresa começará a produzir nos Estados Unidos, nos próximos anos, do que com o Roadster) o título de primeiro carro elétrico comercialmente viável a ganhar as ruas.

O que mais nos interessa, no entanto, é que a versão do ZENN que o fabricante prometeu lançar ainda este ano guardará energia não numa bateria, mas num ultracapacitor de titanato de bário (seja lá o que isso for, se é que eu traduzi direito) produzido pela americana EEStor.

A empresa, uma startup texana que tentou se manter em segredo enquanto pôde, começou a mostrar a cara este mês, ao comunicar ao mercado que sua linha de montagem automatizada estava pronta para fornecer os compostos químicos necessários para a “EESU” (Electric Storage Unit) exclusiva da ZENN no mercado de veículos de até 15KW e 1200 kg. O press-release está no site da ZENN porque nem isso a EEStor tem!

Os comentários de supostos especialistas no assunto em blogs e matérias sobre a tecnologia da EEStor levam a crer que o que a promessa da empresa - o tal ultracapacitor de titanato de bário, capaz de ser recarregado em minutos, entregar dez vezes a potência de uma bateria de mesmo peso pela metade do preço e durar até um milhão de ciclos - tudo sem componentes tóxicos - seria impossível de realizar. Mas há um dado que pode indicar o contrário.

Embora pouco se saiba sobre a EEStor, a Business Week revelou, em setembro passado, que a empresa recebeu um aporte de US$ 3 milhões do fundo de investimentos Kleiner Perkins Caufield & Byers, famoso por suas apostas em empresas como AOL, Netscape, Amazon e Google quando elas ainda não valiam nada. Junte-se a isso o fato de a empresa ser capitaneada por ex-executivos dos laboratórios de pesquisa avançada da IBM e da Xerox e a gente começa a querer acreditar em qualquer coisa que eles digam. O tempo dirá quem estava certo…

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição - Uso Não Comercial - Não a obras derivadas 2.0

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Creative Live! Wireless: bisbilhotice sem fio fica mais acessível

Há pouco mais de um ano testamos dois modelos dos extremos do mercado de webcams. Uma popular, de menos de R$ 200, e uma “top”, de quase R$ 2 mil. Esta última, uma Linksys WVC54G com conectividade é cara e difícil de configurar. Para quem precisa de uma webcam sem fio, no entanto, ela era a única opção oficialmente disponível no Brasil. Mas não é mais.Menos de um mês atrás, a Creative, cuja linha de webcams é composta de mais de uma dezena de modelos, trouxe para o país sua Webcam Live! Wireless. Não chega a ser barata, mas os R$ 800 de preço sugerido são pouco mais que a metade do preço atual da câmera da Linksys, que nem disponível para pronta entrega está. E a Creative, como veremos neste teste, oferece uma série de vantagens em relação à concorrente.

Leia o teste completo no WNews

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Notebook com microturbina pode ter autonomia de 40 horas

Apesar de não ser engenheiro e entender muito pouco dos aspectos técnicos envolvidos nestas coisas, já deve ter dado para notar meu interesse por energia alternativa. Já falei aqui sobre células combustíveis, microgeradores, supercapacitores, capacitores de plástico e sobre o Tesla Roadster, o carro elétrico com baterias de notebook que acabou virando matéria de quatro páginas na edição deste mês da Revista Connect.

Pois nos últimos dias, li a respeito de dois novos desenvolvimentos em algumas dessas tecnologias e achei que valia a pena revisitar o assunto aqui no Fórum. Curiosamente, ambas as novidades têm o dedo do Massachussets Institute of Technology, o MIT. Uma porque está sendo desenvolvida lá e foi assunto de uma matéria no SciTini, um site produzido pelos alunos do Centro de Jornalismo Científico da Universidade de Boston. Outra, porque chegou ao meu conhecimento graças a uma matéria no site da Technology Review, uma revista do MIT que eu totalmente recomendo para quem gosta de tecnologia além dos computadores e afins. Vamos a elas?

Primeiro, as microturbinas

As pastilhas ampliadas na imagem acima (repare na moeda para ter noção de escala) são compostas de seis camadas de silício e produzidas de modo bastante semelhante à fabricação de um componente qualquer dos nossos PCs. Mas podem ser usadas para colocar um satélite em órbita ou alimentar um notebook por 30 horas, sem reabastecimento!

Se o seu objetivo for lançar um satélite, o componente que lhe interessa é o micromotor de foguete da foto, baseado em uma tecnologia desenvolvida para mover aviões de reconhecimento teleguiados. Segundo Alan Epstein, especialista em micro-sistemas eletromecânicos do MIT e pai da criança, será possível empilhar vários desses motores para levar ao espaço um foguete de dois metros de altura, por exemplo.

O que mais me interessou, no entanto, foram as microturbinas citadas na matéria. Semelhantes em tamanho aos componentes da foto e fabricadas da mesma maneira, elas usariam um combustível gasoso para girar a turbina a 20 mil RPM - dez vezes a velocidade da turbina de um avião a jato - gerando 10W de potência.

Por serem bem menores que a bateria de um notebook atual, sua adoção deixaria bastante espaço livre para o combustível (proporcionando um enorme ganho de autonomia) ou permitiria o projeto de portáteis menores. O já mencionado uso das mesmas técnicas de produção do mercado de chips e afins garantiria a economia de escala para tornar os componentes baratos. Tomara!

Depois, os supercapacitores

Lendo um pouco mais sobre o assunto, aprendi que na ficção científica já se falava dos batacitores, misturas de baterias com capacitores que parecem ter inspirado as aplicações dos tais capacitores capazes de armazenar grandes quantidades de energia. Na vida real, graças à nanotecnologia ou a polímeros especiais, como já descrevemos aqui. A novidade é que sua primeira aplicação prática deve chegar ao mercado este ano… mas isto é assunto para a próxima coluna.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição - Uso Não Comercial - Não a obras derivadas 2.0

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Olympus renova sua linha de digitais

Parece que só porque resolvemos escrever, na semana passada, que janeiro não é uma boa época para lançamentos de câmeras digitais , a Olympus resolveu anunciar ontem nada menos que sete novos modelos de digitais compactas. Destes, quatro são modelos populares que trazem muito pouca novidade. Mas os outros três têm recursos nunca (ou quase nunca) vistos no mercado. Vamos a eles?

Leia a coluna completa no WNews

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Kodak V610: duas lentes enxergam melhor que uma

As câmeras Kodak com duas lentes e dois sensores, entre os mais inovadores lançamentos do ano, já foram assunto de duas edições da coluna Pixel: uma sobre a V570, em janeiro, outra sobre a V610, em junho. Mas só agora tivemos a chance de testar uma delas a fundo, experimentando no dia-a-dia os recursos do modelo mais novo e completo, a EasyShare V610, cotada a R$ 2,2 mil.A primeira reação de quem vê esta pequena obra de arte é de adminração por suas linhas sóbrias, mas modernas. Toda em metal preto e com uma interessante textura de círculos concêntricos que envolve a tampa prateada da lente como as ondulações causadas por uma gota caindo na água, a V610 é uma verdadeira obra de arte – talvez a mais bela câmera que testamos nos últimos tempos.

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Algumas novidades fotográficas da CES 2007

Não há nada como uma semana em Las Vegas, no início do ano, para nos atualizarmos sobre os últimos e próximos lançamentos eletrônicos. De volta do Consumer Electronics Show e recuperado das mais de 30 horas entre um aeroporto e outro, chegou o momento de compartilhar com vocês o que se viu de novo por lá no mundo da fotografia digital . Não muito, infelizmente.

Apesar de seu gigantismo, o Consumer Electronics Show não é o melhor palco para câmeras digitais . Com o evento anual da Photo Marketing Association (PMA) programado para daqui a menos de dois meses, é natural que muitos fabricantes guardem seus lançamentos para a feira de fotografia, onde não terão que disputar a atenção do público e da imprensa com milhares de expositores de outros segmentos, vários com muito mais bala na agulha.

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Que os PDAs descansem em paz. O futuro é do smartphone

Sou usuário de computadores de mão há bastante tempo. Tive um Jornada, da HP, na época em que eles se chamavam Handheld PCs e rodavam Windows CE 2.0. Depois tive um Palm IIIxe, um Vx, um iPaq, e um Toshiba e755. Apesar da variedade de modelos, no entanto, poucos foram os que usei regularmente. O mais comum era recorrer a eles apenas em viagens e para jogar durante aulas e reuniões chatas, mas na maior parte do tempo eles ficavam mesmo é encostados.

Na última destas viagens, sem nenhum PDA para levar, já que vendera o Toshiba quando comprei o notebook, decidi confiar neste último e me arrependi amargamente. Tirar o bicho da mochila e esperar ele ligar e carregar o programa era uma trabalheira bem maior do que sacar um Palm do bolso. Decidi, um tanto tardiamente, comprar um computador de mão novo. E que deveria ser um smartphone, já que estava mesmo querendo trocar meu celular pessoal.

Pesquisei os modelos mais falados e descartei logo os Treos, pois apesar de gostar do visual do 680, os dias que passei com um 650 num evento não me convenceram de sua utilidade. Aliás, omiti da lista lá do primeiro parágrafo o Treo 270 que usei durante uns meses e acabei passando adiante. Simpatizo com o mundo Palm como simpatizo com o do Linux, mas acho que me dou melhor com os PDAs baseados em Windows (CE, Mobile, whatever).

Considerei os Nokia (inclusive o E62 que a Elis avaliou), o Motorola “Q”, o Samsung Blackjack e outros igualmente elegantes, mas acabei optando por mais um iPaq, da HP, da mesma série que o Xandó testou recentemente. Alguns cliques na Amazon.com e, no dia seguinte, eu era o mais novo proprietário de um iPaq 6945. Não vou falar dele aqui porque o Xandó já o fez com bastante propriedade, mas afirmo que também aprovei o brinquedinho.

O fato de o aparelho ter WiFi e GPS (e rodar o PocketStreets, versão compacta do Microsoft Streets & Trips que já me havia guiado na viagem pelo Canadá) foram decisivos, principalmente para quem usa PDA principalmente quanto está viajando. O fato de poder comprá-lo desbloqueado, livre de compromissos com operadoras (que, estando nos Estados Unidos, eu nem poderia assumir), também.

O mais interessante dessa história é que, antes de encomendar na Amazon, eu bem que tentei encontrar um smartphone desbloqueado para comprar em algumas lojas físicas. Nas grandes lojas era impossível. Sem encontrar iPaqs nas vitrines das operadoras celulares, entretanto, decidi perguntar por Palms e afins a uma vendedora. Fiquei constrangido quando, depois de me questionar, espantada, se eu queria um PDA “sem celular”, ela pediu ajuda a um colega que me apontou dois míseros Palms - um TX e um LifeDrive - empoeirados na última prateleira de um cantinho da loja.

Naquele momento eu tive certeza da resposta para a pergunta que a Elis levantou aqui, há pouco mais de um ano, num texto que colocava em dúvida a sobrevida dos PDAs. Eles morreram mesmo. Estão acabados, escondidos nas prateleiras de baixo das BestBuys da vida, do mesmo jeito que os cartões CompactFlash cuja morte eu confirmei na viagem anterior. O mundo agora é dos smartphones, e o lançamento do iPhone só vai intensificar a tendência, já que daqui a um tempo, talvez nem os MP3 players possam se dar ao luxo de não serem celulares.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei uns números interessantes, divulgados pelo IDC no fim do ano passado. No terceiro trimestre de 2006, o mercado europeu de computadores de mão cresceu 13%. A alta foi puxada pelos “dispositivos convergentes” (leia-se smartphones), cujas vendas cresceram 30%. Em compensação, os PDAs dedicados vinham caindo há um ano, e cada vez mais rápido. Recuaram 17% no último trimestre de 2005 e absurdos 60%, no terceiro de 2006. Que descansem em paz!

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição - Uso Não Comercial - Não a obras derivadas 2.0

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WDC Gateway : conexão 3 em 1

Nos velhos tempos em que banda larga era novidade, para ter uma conexão de alta velocidade compartilhada por toda uma rede doméstica, você precisava ter, pelo menos, o modem banda-larga (ADSL ou cabo, geralmente fornecido pela operadora), um roteador (ou hub, se o seu modem pudesse ser convertido para roteador) e, se quisesse acesso sem fio, um access-point Wi-Fi.Sem falar no preço da parafernália, instalar e configurar tudo isso costuma ser no mínimo cansativo. E são três aparelhos ocupando tomadas no estabilizador, três lugares para se verificar o status da conexão em caso de problemas, três menus e senhas de administração para lembrar. Bom seria juntar tudo isso num mesmo equipamento, não? Pois foi exatamente isso que a americana 2Wire fez.

Leia o teste completo no WNews

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Tudo pela nossa atenção - parte 1

É impressionante a quantidade de brindes que recebemos numa feira de tecnologia - principalmente se você está usando uma credencial de jornalista. Quando o evento em questão é um dos maiores do mundo, como é o caso do Consumer Electronics Show, o volume de presentinhos - assim como sua variedade - são igualmente enormes.

De coisas inúteis, como uma máscara com orelhas de coelho da Energizer, até verdadeiros presentes, como MP3 players e pendrives, passando por muitas e muitas canetas e bloquinhos - ganha-se de tudo nesses eventos. Tanto que, de uns tempos para cá, o brinde mais comum passou a ser a sacola - de pano ou papelão - para carregar o resto das tralhas. Até baralho e camisinha deram ontem… bastante apropriado para Las Vegas, conhecida por aqui como “A Cidade do Pecado”.

Melhor do que escrever sobre o festival de agrados, no entanto, é mostrá-los. Na foto abaixo, tirada segunda à noite, estão todos os brindes recolhidos nos dois primeiros dias da feira, em especial nos eventos paralelos que acontecem à noite, logo depois das últimas palestras de cada dia. E olha que deixamos passar bastante coisa!

Post originalmente publicado no .BR, o blog de Tecnologia do G1

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Quando ser menor é melhor

Em meio às gigantescas telas de plasma e LCD, que ficam maiores a cada edição do Consumer Electronics Show, tem empresa chamando a atenção com produtos cada vez menores. É o caso da MoGo, que trouxe para o CES2007 a nova versão de seu mouse ultracompacto e o menor adaptador Bluetooth do mundo.

O primeiro é a evolução do modelo lançado no ano passado, substituindo o padrão PC-Card pelo ExpressCard. Sabe aquele encaixe que existe na lateral de quase todo notebook, onde se encaixam cartões de expansão pouco maiores que um cartão de crédito? Esses mouses Bluetooth cabem lá dentro, sem ocupar espaço na bolsa quando não estão em uso. Para usar o mouse, basta retirá-lo da “toca” e dobrar uma peça que deixa o roedor um pouco mais alto, para tornar mais fácil segurá-lo.

Já o adaptador Bluetooth, menor que uma bala, serve para adicionar esse padrão de conectividade sem fio aos computadores poráteis que não vem com Bluetooth de fábrica. Plugado numa entrada USB, o adaptador deixa exposta uma parte tão pequena que pode ser mantido sempre conectado, mesmo quando o computador é guardado na pasta.

Veja mais fotos no 8P do CES

Post originalmente publicado no .BR, o blog de Tecnologia do G1

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