Archive for colunas

Orkut 2.0 será uma rede social portátil?

Semana passada escrevi sobre as redes sociais que existem além do Orkut, com ênfase para o ascendente Facebook. Sem querer desmerecer as contribuições daqueles que participaram, foi uma de minhas colunas de menor repercussão até hoje, com meia dúzia de comentários. Talvez por não ser o assunto favorito dos frequentadores do Fórum, talvez por eu não ter conseguido me fazer entender.

O interessante é que metade desses comentários tocaram num mesmo ponto: o Orkut seria melhor que as outras redes sociais porque “lá encontramos nossos amigos”. Claro. E uma coisa leva a outra: vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? É difícil competir com o Orkut, mesmo tendo um produto melhor, simplesmente porque é preciso convencer as pessoas a migrar.

Difícil, mas não impossível: nos Estados Unidos, como vimos semana passada, o Facebook está crescendo bem mais rápido que o líder MySpace, podendo alcançá-lo em breve. E o domínio do MySpace lá já foi bem parecido com o do Orkut, aqui. Quem sabe se um azarão, seja o Facebook ou qualquer outro, não consegue se aproximar dele? Eu já fiz minha parte, convencendo vários amigos (e alguns leitores) a se cadastrarem no Facebook. Tenho 72 amigos lá, contra 300 e poucos, no Orkut. Nada mal…

O problema é que é um saco ter que preencher um novo perfil e convidar centenas de amigos a cada vez que surge uma nova aplicação social. A abordagem do Facebook já é um pouco melhor, pois permite a construção de aplicações em sua própria plataforma. Mas o ideal seria ter as informações sociais armazenadas em um território neutro, de onde pudessem ser consultadas por qualquer site que você autorizasse. E é exatamente isso que os participantes do grupo social-network-portability estão tentando criar.

A idéia é estender padrões já existentes, como o OpenId e o FOAF (Friend of a Friend), ou criar novos, como o SNAP (Social Network Aggregation Protocol) e a dupla OFF e RSF (Open Friend Format e Real Simple Friend) para gerenciar perfis e listas de amigos. Há preocupações legítimas quanto à privacidade de nossos dados, especialmente quando misturamos redes de amigos pessoais com contatos profissionais, mas todos os obstáculos identificados são sempre seguidos por diversas sugestões de soluções. No final das contas, o difícil mesmo parece ser fazer alguma grande rede aderir à idéia.

Parece, mas talvez nem seja. Um dos melhores textos que já li sobre o assunto foi escrito por um tal de Brad Fitzpartrick, um dos responsáveis pela lista de discussão mencionada acima e, o mais importante, um recém-contratado do Google. O mesmo Google que financiou um estudo da Universidade de Carnegie Mellon sobre o futuro das redes sociais que resultou num tal de Socialstream, cuja demonstração pode ser conferida neste vídeo.

Todos juntos agora

O principal conceito por trás do Socialstream é a possibilidade de reunir, num só lugar, tudo aquilo que você faz em diversas aplicações sociais. Isso, por si só, nem é novidade. O Tumblr já faz um pouco disso, mas o MugShot vai ainda mais longe. E ainda por cima é open-source, resultado de uma iniciativa da RedHat. Se você usa um monte de redes e ferramentas sociais, pode juntar tudo lá. Experimente!

O interessante do Socialstream é ter sido bancado pelo Google. A verdade é que as três empresas com maior poder de fogo na internet atual - Google, Microsoft e Yahoo - estão morrendo de inveja do sucesso das redes sociais. Como o MySpace já foi comprado pela Fox por US$ 580 milhões e o Facebook continua resistindo a ofertas na casa dos US$ 5 bilhões, o jeito é tentar criar sua própria rede. E se ela conseguir se comunicar com as outras, líderes de mercado, melhor ainda - tudo para facilitar a migração dos usuários.

No caso do Google, o ponto de partida para isso pode ser o Socialstream, mas também o nosso velho conhecido Orkut. A recente mudança no visual foi só o começo. Daqui para frente, espera-se que o Orkut comece a se abrir para integração com serviços externos, como é o Facebook ou até mais. Não para facilitar a vida dos concorrentes brasileiros, mas para torná-lo capaz de brigar por uma fatia significativa do mercado americano. Os usuários agradecem!

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição - Uso Não Comercial - Não a obras derivadas 2.0

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Nova onda de lançamentos da Canon

A idéia esta semana era escrever um pouco mais sobre fotografias aéreas, continuando o tema iniciado com as pipas fotográficas da coluna anterior, sobre Kite Aerial Photography (KAP). Só que a Canon abriu a semana com uma lista tão extensa de lançamentos – oito câmeras e três lentes – que rapidamente mudamos nossos planos. Para completar, a Nikon foi atrás e anunciou duas novas reflex e cinco lentes e a Olympus, nada menos que oito câmeras compactas – o que renderá assunto para mais umas duas colunas. Por enquanto, restringir-no-emos às novidades da Canon.

Para começar, as reflex: vêm aí dois novos modelos para profissionais (ou quase): a EOS-40D, sucessora da 30D, e a 1Ds Mark III, evolução da 1Ds. Esta última se destaca pela resolução de impressionantes 21 megapixels de seu sensor “full-frame” – qualidade até então encontrada apenas em câmeras de médio formato que, em compensação, não têm a portabilidade nem a velocidade da 1Ds, capaz de capturar cinco quadros por segundo.

Leia a coluna completa no WNews

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Facebook, uma rede social muito diferente

Se você é brasileiro e acessa a internet, certamente conhece o Orkut e provavelmente já se cadastrou ou decidiu não se cadastrar nele, apesar da pressão de um monte de amigos. Com mais de 10 milhões de usuários no mundo e a maioria deles no Brasil, o site de relacionamento do Google é o maior exemplo que temos por aqui de uma rede social. Mas está longe de ser o melhor e, no ranking mundial da ComScore WorldMetrix, ocupa um discreto terceiro lugar.

À frente do Orkut, que só fez sucesso mesmo no Brasil e na Índia, está o líder isolado MySpace, com seus 30 milhões de usuários, seguido pelo Facebook, com a metade disso. Quando olhamos a evolução desses números ao longo de um ano, entretanto, o destaque vai para o segundo colocado. Com um crescimento de 300% em 12 meses, o Facebook dá todos os sinais de que vai brigar pela liderança. E, em minha humilde opinião, vai conquistá-la se os concorrentes não mudarem radicalmente.


O crescimento das seis maiores redes sociais entre junho de 2006 e junho de 2007, segundo o ComScore World Metrix

Ao analisar com atenção as grandes redes sociais da atualidade, podemos notar algumas grandes diferenças entre elas. Nos números, há uma clara segmentação geográfica, com MySpace e Facebook reinando nos Estados Unidos, Orkut na América Latina e Ásia (por causa da Índia), o pioneiro Friendster, na Ásia e o ascendente Bebo, na Europa, bem atrás dos líderes:

Mas as diferenças que nos interessam aqui não são esta, e sim as que separam o Facebook principalmente de seu conterrâneo MySpace, mas também de quase todas as outras redes. A primeira delas é histórica: o Facebook começou como um conjunto de redes restritas aos estudantes das universidades americanas (lembram quando era preciso ser convidado para o Orkut?). Depois se abriu para as escolas, repletas de adolescentes que sonhavam em ter acesso ao até então exclusivo mundo dos colegas mais velhos e, por fim, liberou geral.

A migração de gente do MySpace para o FaceBook que se seguiu virou prova da infidelidade do usuário de redes sociais, mas também evidenciou uma diferença de perfis entre eles. O Facebook, com suas raízes universitárias, é um território mais elitista. O MySpace, que hospeda as páginas de tantas novas bandas, é um lugar mais popular - no bom e no mau sentido. Nas escolas, os CDFs estão no Facebook e os bagunceiros, no MySpace. No exército, os oficiais estão num e os soldados, no outro.

Só que esta também não é a diferença mais importante. O detalhe a que se refere o título desta coluna é o fato de o Facebook ser uma plataforma para aplicações sociais, e não apenas um site de relacionamento. Se você já esta cadastrado lá, deve ter entendido o que eu quis dizer. Se não está, mas se interessa o suficiente pelo assunto para ter lido até aqui, trate de ir lá e se cadastrar. Você não vai se arrepender. Aproveite e se inscreva no grupo que acabei de criar para o Fórum PCs.

A característica mais legal do Facebook é permitir que qualquer um com um mínimo de noção de desenvolvimento web crie componentes que rodam dentro do próprio site - e não apenas para incrementar seu perfil, coisa que o MySpace também faz. São desde simples listagens de notícias, como as que a Globo.com já criou para o G1, por exemplo (disclaimer: eu trabalho na Globo.com, embora não tenha participado desse projeto), até verdadeiras aplicações sociais, como o joguinho em que você desafia seus amigos para ver quem é melhor em Geografia:

A graça disso é que fica muito mais fácil criar experiências sociais, já que não é preciso lidar com a construção e manutenção de páginas de perfis, listas de amigos etc. O resultado? O surgimento de centenas e centenas dessas Facebook Applications, parte de um ecossistema que a Business 2.0 chamou ontem de Facebook Economy e que já rendeu centenas de milhares de dólares em publicidade e milhões em investimentos de risco.

Em tempo: este não era bem o assunto que eu pretendia abordar esta semana, mas achei melhor fazer esta introdução antes. Semana que vem falaremos de algo ainda mais promissor: a portabilidade das redes sociais.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição - Uso Não Comercial - Não a obras derivadas 2.0

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A arte de empinar câmeras

Na coluna anterior, escrevi sobre as primeiras soluções de fotografia em 360 graus com que tive contato e mostrei uma novidade e algumas promessas nesta área. Mas esqueci de comentar o trabalho mais impressionante que já vi, anos atrás: as fotos aéreas em 360 graus. Em sua maioria, essas obras de arte e engenhosidades são registradas com uma técnica apelidada de KAP, sigla de Kite Aerial Photography.Basta prestar atenção no título da coluna ou traduzir o trecho acima para entender metade do processo: kite, em inglês, significa pipa. Ou papagaio, dependendo de onde você mora – não a ave tropical, mas aqueles que a molecada gosta de “empinar” em seus momentos de lazer. E os praticantes da KAP fazem isso mesmo que você está imaginando: penduram suas câmeras numa pipa e as fazem voar. foto que ilustra a coluna, por exemplo, foi tirada pelo brasileiro Ricardo Ferreira, no Ceará.

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Seu celular tem dado em casa?

Há alguns meses, ao adquirir meu Nokia E61, eu já sabia que precisaria contratar algum pacote de dados. Em minhas duas experiências anteriores com smartphones, aprendi que se começamos a usar o aparelho para acessar a internet, trocar mensagens instantâneas e outras coisas que exigem conexão - além de simplesmente falar - a conta pode trazer surpresas desagradáveis.

Assim, ainda na loja da TIM, tratei de solicitar um pacote de dados junto com o plano de voz que havia escolhido. A vendedora mal-treinada, depois de consultar sua colega e ligar para uma outra, afirmou que eu teria que levar dois chips (os SIM cards) diferentes - um para voz e outro para dados - e trocá-los quando quisesse fazer uma ou outra coisa. Respondi que isso era inadmissível.

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Datacenters “verdes” buscam eficiência energética

Já escrevi aqui sobre a grande preocupação do Google com o consumo elétrico de seus datacenters e sobre os carros elétricos da empresa. Só que, em tempos de consciência tecnoecológica, quando até o consumo dos avatares do Second Life (quase igual ao do brasileiro médio) vira objeto de preocupação, é natural que outras gigantes de tecnologia se juntem à causa da economia de energia em seus datacenters

Um bom exemplo é a IBM, que anunciou, há três meses, o “Projeto Big Green” - uma referência ao apelido Big Blue. Com investimento anual de US$ 1 bilhão, a iniciativa tem como objetivo a otimização energértica dos datacenters da empresa e de seus clientes. Na própria IBM, que tem quase 750 mil metros quadrados de datacentes em seis continentes, a meta é dobrar a capacidade de processamento em três anos, sem aumentar o consumo elétrico.

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E as vendas de câmeras continuam crescendo

Seis meses atrás publicamos alguns números do mercado de fotografia digital, chamando a atenção para a liderança européia em volume de câmeras vendidas. As informações eram do relatório referente ao ano de 2006 da Camera and Imaging Product Association (CIPA), uma organização japonesa que reúne praticamente todos os grandes fabricantes, com as notáveis exceções da Kodak e HP.

Na última edição do relatório, que traz os números do primeiro semestre deste ano, a Europa praticamente perdeu a liderança, caindo de 35% para 32% do mercado, quase empatada com os inalterados 31% da América do Norte. O Japão também se manteve estável, com 12%. Um dos pontos percentuais perdidos pelo Velho Continente foi para o resto da Ásia, que passou de 16% para 17%.

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Organizando idéias em mapas mentais e cérebro artificial

Você já ouviu falar em mapas mentais? Ou, mais provavelmente, em mind maps, na versão em inglês? Eu acho que nunca tinha ouvido até alguns meses atrás, quando várias pessoas - principalmente arquitetos de informação e gente da tecnologia - do meu emprego “full-time” passaram a defender o uso disso em alguns processos de trabalho.

“Isso”, resumindo a definição da Wikipedia, é um diagrama usado para representar idéias interligadas e organizadas radialmente ao redor de um conceito central. “É usado para gerar, visualizar, estruturar e classificar idéias como ajuda ao estudo, organização, solução de problemas e tomada de decisões.” A imagem abaixo, criada por um tal de Aranya e reproduzida na Wikipedia com sua autorização, é um bom exemplo de mapa mental feito a mão:

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O futuro é do CMOS

Já explicamos aqui, tempos atrás, a diferença entre os sensores baseados nas tecnologias CCD e CMOS e comentamos que estes últimos, originalmente muito inferiores em termos de qualidade, evoluíram tanto que já podiam ser encontrados em câmeras profissionais e amadoras avançadas. Nos modelos básicos, no entanto, os CCDs ainda eram bem melhores que os CMOS, usados só em webcams e digitais muito, muito ruins.

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Campanha do celular desbloqueado não passa de hipocrisia

Em maio de 2002, este que vos escreve foi convidado para a coletiva de imprensa de lançamento da Oi, então apenas uma nova operadora celular. Saí do evento, realizado em um hotel em Copacabana, com um guarda-sol da Oi debaixo do braço e uma idéia fixa na cabeça: comprar um celular deles. Fui direto para o shopping mais próximo e, depois de algum estresse com os vendedores e de ter que esperar até o dia seguinte, tornei-me o feliz proprietário de um Ericsson (ainda sem Sony) T68 e um dos primeiros assinantes da Oi (sim, eu disse Oi primeiro).

Os colegas diziam que só um idiota compraria um celular da Telemar, ex-Telerj, e eu contra-argumentava que no Rio a Telefônica, futura Vivo, era ex-Telerj celular. Mas, no final das contas, isso não importava. O que me atraiu para a Oi foi a possibilidade de finalmente ter um celular GSM - tecnologia sobre a qual estava cansado de ler e escrever, mas que nunca havia usado no dia-a-dia. E a Oi, para quem não lembra, foi a primeira operadora GSM do Brasil.

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