juliopreuss.com Blog » colunas http://juliopreuss.com/blog Um agregador do que escrevo por aí... Fri, 31 Jul 2009 15:07:41 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.4 en hourly 1 Orkut 2.0 será uma rede social portátil? http://juliopreuss.com/blog/2007/08/31/orkut-20-sera-uma-rede-social-portatil/ http://juliopreuss.com/blog/2007/08/31/orkut-20-sera-uma-rede-social-portatil/#comments Sat, 01 Sep 2007 01:49:58 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/31/orkut-20-sera-uma-rede-social-portatil/ Semana passada escrevi sobre as redes sociais que existem além do Orkut, com ênfase para o ascendente Facebook. Sem querer desmerecer as contribuições daqueles que participaram, foi uma de minhas colunas de menor repercussão até hoje, com meia dúzia de comentários. Talvez por não ser o assunto favorito dos frequentadores do Fórum, talvez por eu não ter conseguido me fazer entender.

O interessante é que metade desses comentários tocaram num mesmo ponto: o Orkut seria melhor que as outras redes sociais porque “lá encontramos nossos amigos”. Claro. E uma coisa leva a outra: vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? É difícil competir com o Orkut, mesmo tendo um produto melhor, simplesmente porque é preciso convencer as pessoas a migrar.

Difícil, mas não impossível: nos Estados Unidos, como vimos semana passada, o Facebook está crescendo bem mais rápido que o líder MySpace, podendo alcançá-lo em breve. E o domínio do MySpace lá já foi bem parecido com o do Orkut, aqui. Quem sabe se um azarão, seja o Facebook ou qualquer outro, não consegue se aproximar dele? Eu já fiz minha parte, convencendo vários amigos (e alguns leitores) a se cadastrarem no Facebook. Tenho 72 amigos lá, contra 300 e poucos, no Orkut. Nada mal…

O problema é que é um saco ter que preencher um novo perfil e convidar centenas de amigos a cada vez que surge uma nova aplicação social. A abordagem do Facebook já é um pouco melhor, pois permite a construção de aplicações em sua própria plataforma. Mas o ideal seria ter as informações sociais armazenadas em um território neutro, de onde pudessem ser consultadas por qualquer site que você autorizasse. E é exatamente isso que os participantes do grupo social-network-portability estão tentando criar.

A idéia é estender padrões já existentes, como o OpenId e o FOAF (Friend of a Friend), ou criar novos, como o SNAP (Social Network Aggregation Protocol) e a dupla OFF e RSF (Open Friend Format e Real Simple Friend) para gerenciar perfis e listas de amigos. Há preocupações legítimas quanto à privacidade de nossos dados, especialmente quando misturamos redes de amigos pessoais com contatos profissionais, mas todos os obstáculos identificados são sempre seguidos por diversas sugestões de soluções. No final das contas, o difícil mesmo parece ser fazer alguma grande rede aderir à idéia.

Parece, mas talvez nem seja. Um dos melhores textos que já li sobre o assunto foi escrito por um tal de Brad Fitzpartrick, um dos responsáveis pela lista de discussão mencionada acima e, o mais importante, um recém-contratado do Google. O mesmo Google que financiou um estudo da Universidade de Carnegie Mellon sobre o futuro das redes sociais que resultou num tal de Socialstream, cuja demonstração pode ser conferida neste vídeo.

Todos juntos agora

O principal conceito por trás do Socialstream é a possibilidade de reunir, num só lugar, tudo aquilo que você faz em diversas aplicações sociais. Isso, por si só, nem é novidade. O Tumblr já faz um pouco disso, mas o MugShot vai ainda mais longe. E ainda por cima é open-source, resultado de uma iniciativa da RedHat. Se você usa um monte de redes e ferramentas sociais, pode juntar tudo lá. Experimente!

O interessante do Socialstream é ter sido bancado pelo Google. A verdade é que as três empresas com maior poder de fogo na internet atual – Google, Microsoft e Yahoo – estão morrendo de inveja do sucesso das redes sociais. Como o MySpace já foi comprado pela Fox por US$ 580 milhões e o Facebook continua resistindo a ofertas na casa dos US$ 5 bilhões, o jeito é tentar criar sua própria rede. E se ela conseguir se comunicar com as outras, líderes de mercado, melhor ainda – tudo para facilitar a migração dos usuários.

No caso do Google, o ponto de partida para isso pode ser o Socialstream, mas também o nosso velho conhecido Orkut. A recente mudança no visual foi só o começo. Daqui para frente, espera-se que o Orkut comece a se abrir para integração com serviços externos, como é o Facebook ou até mais. Não para facilitar a vida dos concorrentes brasileiros, mas para torná-lo capaz de brigar por uma fatia significativa do mercado americano. Os usuários agradecem!

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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Nova onda de lançamentos da Canon http://juliopreuss.com/blog/2007/08/24/nova-onda-de-lancamentos-da-canon/ http://juliopreuss.com/blog/2007/08/24/nova-onda-de-lancamentos-da-canon/#comments Fri, 24 Aug 2007 21:00:08 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/24/nova-onda-de-lancamentos-da-canon/ A idéia esta semana era escrever um pouco mais sobre fotografias aéreas, continuando o tema iniciado com as pipas fotográficas da coluna anterior, sobre Kite Aerial Photography (KAP). Só que a Canon abriu a semana com uma lista tão extensa de lançamentos – oito câmeras e três lentes – que rapidamente mudamos nossos planos. Para completar, a Nikon foi atrás e anunciou duas novas reflex e cinco lentes e a Olympus, nada menos que oito câmeras compactas – o que renderá assunto para mais umas duas colunas. Por enquanto, restringir-no-emos às novidades da Canon.

Para começar, as reflex: vêm aí dois novos modelos para profissionais (ou quase): a EOS-40D, sucessora da 30D, e a 1Ds Mark III, evolução da 1Ds. Esta última se destaca pela resolução de impressionantes 21 megapixels de seu sensor “full-frame” – qualidade até então encontrada apenas em câmeras de médio formato que, em compensação, não têm a portabilidade nem a velocidade da 1Ds, capaz de capturar cinco quadros por segundo.

Leia a coluna completa no WNews

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Facebook, uma rede social muito diferente http://juliopreuss.com/blog/2007/08/24/317/ http://juliopreuss.com/blog/2007/08/24/317/#comments Fri, 24 Aug 2007 19:09:28 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/24/317/ Se você é brasileiro e acessa a internet, certamente conhece o Orkut e provavelmente já se cadastrou ou decidiu não se cadastrar nele, apesar da pressão de um monte de amigos. Com mais de 10 milhões de usuários no mundo e a maioria deles no Brasil, o site de relacionamento do Google é o maior exemplo que temos por aqui de uma rede social. Mas está longe de ser o melhor e, no ranking mundial da ComScore WorldMetrix, ocupa um discreto terceiro lugar.

À frente do Orkut, que só fez sucesso mesmo no Brasil e na Índia, está o líder isolado MySpace, com seus 30 milhões de usuários, seguido pelo Facebook, com a metade disso. Quando olhamos a evolução desses números ao longo de um ano, entretanto, o destaque vai para o segundo colocado. Com um crescimento de 300% em 12 meses, o Facebook dá todos os sinais de que vai brigar pela liderança. E, em minha humilde opinião, vai conquistá-la se os concorrentes não mudarem radicalmente.


O crescimento das seis maiores redes sociais entre junho de 2006 e junho de 2007, segundo o ComScore World Metrix

Ao analisar com atenção as grandes redes sociais da atualidade, podemos notar algumas grandes diferenças entre elas. Nos números, há uma clara segmentação geográfica, com MySpace e Facebook reinando nos Estados Unidos, Orkut na América Latina e Ásia (por causa da Índia), o pioneiro Friendster, na Ásia e o ascendente Bebo, na Europa, bem atrás dos líderes:

Mas as diferenças que nos interessam aqui não são esta, e sim as que separam o Facebook principalmente de seu conterrâneo MySpace, mas também de quase todas as outras redes. A primeira delas é histórica: o Facebook começou como um conjunto de redes restritas aos estudantes das universidades americanas (lembram quando era preciso ser convidado para o Orkut?). Depois se abriu para as escolas, repletas de adolescentes que sonhavam em ter acesso ao até então exclusivo mundo dos colegas mais velhos e, por fim, liberou geral.

A migração de gente do MySpace para o FaceBook que se seguiu virou prova da infidelidade do usuário de redes sociais, mas também evidenciou uma diferença de perfis entre eles. O Facebook, com suas raízes universitárias, é um território mais elitista. O MySpace, que hospeda as páginas de tantas novas bandas, é um lugar mais popular – no bom e no mau sentido. Nas escolas, os CDFs estão no Facebook e os bagunceiros, no MySpace. No exército, os oficiais estão num e os soldados, no outro.

Só que esta também não é a diferença mais importante. O detalhe a que se refere o título desta coluna é o fato de o Facebook ser uma plataforma para aplicações sociais, e não apenas um site de relacionamento. Se você já esta cadastrado lá, deve ter entendido o que eu quis dizer. Se não está, mas se interessa o suficiente pelo assunto para ter lido até aqui, trate de ir lá e se cadastrar. Você não vai se arrepender. Aproveite e se inscreva no grupo que acabei de criar para o Fórum PCs.

A característica mais legal do Facebook é permitir que qualquer um com um mínimo de noção de desenvolvimento web crie componentes que rodam dentro do próprio site – e não apenas para incrementar seu perfil, coisa que o MySpace também faz. São desde simples listagens de notícias, como as que a Globo.com já criou para o G1, por exemplo (disclaimer: eu trabalho na Globo.com, embora não tenha participado desse projeto), até verdadeiras aplicações sociais, como o joguinho em que você desafia seus amigos para ver quem é melhor em Geografia:

A graça disso é que fica muito mais fácil criar experiências sociais, já que não é preciso lidar com a construção e manutenção de páginas de perfis, listas de amigos etc. O resultado? O surgimento de centenas e centenas dessas Facebook Applications, parte de um ecossistema que a Business 2.0 chamou ontem de Facebook Economy e que já rendeu centenas de milhares de dólares em publicidade e milhões em investimentos de risco.

Em tempo: este não era bem o assunto que eu pretendia abordar esta semana, mas achei melhor fazer esta introdução antes. Semana que vem falaremos de algo ainda mais promissor: a portabilidade das redes sociais.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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A arte de empinar câmeras http://juliopreuss.com/blog/2007/08/17/a-arte-de-empinar-cameras/ http://juliopreuss.com/blog/2007/08/17/a-arte-de-empinar-cameras/#comments Fri, 17 Aug 2007 21:02:00 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/17/a-arte-de-empinar-cameras/ Na coluna anterior, escrevi sobre as primeiras soluções de fotografia em 360 graus com que tive contato e mostrei uma novidade e algumas promessas nesta área. Mas esqueci de comentar o trabalho mais impressionante que já vi, anos atrás: as fotos aéreas em 360 graus. Em sua maioria, essas obras de arte e engenhosidades são registradas com uma técnica apelidada de KAP, sigla de Kite Aerial Photography.Basta prestar atenção no título da coluna ou traduzir o trecho acima para entender metade do processo: kite, em inglês, significa pipa. Ou papagaio, dependendo de onde você mora – não a ave tropical, mas aqueles que a molecada gosta de “empinar” em seus momentos de lazer. E os praticantes da KAP fazem isso mesmo que você está imaginando: penduram suas câmeras numa pipa e as fazem voar. foto que ilustra a coluna, por exemplo, foi tirada pelo brasileiro Ricardo Ferreira, no Ceará.

Leia a coluna completa no WNews

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Seu celular tem dado em casa? http://juliopreuss.com/blog/2007/08/15/seu-celular-tem-dado-em-casa/ http://juliopreuss.com/blog/2007/08/15/seu-celular-tem-dado-em-casa/#comments Wed, 15 Aug 2007 16:34:09 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/15/seu-celular-tem-dado-em-casa/ Há alguns meses, ao adquirir meu Nokia E61, eu já sabia que precisaria contratar algum pacote de dados. Em minhas duas experiências anteriores com smartphones, aprendi que se começamos a usar o aparelho para acessar a internet, trocar mensagens instantâneas e outras coisas que exigem conexão – além de simplesmente falar – a conta pode trazer surpresas desagradáveis.

Assim, ainda na loja da TIM, tratei de solicitar um pacote de dados junto com o plano de voz que havia escolhido. A vendedora mal-treinada, depois de consultar sua colega e ligar para uma outra, afirmou que eu teria que levar dois chips (os SIM cards) diferentes – um para voz e outro para dados – e trocá-los quando quisesse fazer uma ou outra coisa. Respondi que isso era inadmissível.

Após algumas tentativas infrutíferas de convencer a pobre criatura de que pacote de dados e plano de dados são coisas diferentes, achei melhor levar o aparelho com o plano de voz e contratar o pacote de dados depois, pela central de atendimento. Obviamente, só fui lembrar de fazer isso quando recebi minha segunda conta, com uma cobrança de mais de R$ 100 pelo tráfego uns 20 MB de dados. Burrice minha.

Bastou um telefonema para a TIM para assinar um dos três pacotes de dados que a operadora oferece (40 MB, 250 MB e 1 GB) a preços excelentes. Até o fim de agosto, os primeiros seis meses saem a R$ 9,90, R$ 19 e R$ 49 mensais, respectivamente. Depois, voltam a valer os preços normais, ainda bem razoáveis: R$ 19, R$ 29 e R$ 69 – bem abaixo do que pedem as concorrentes e do que o otário aqui pagou por reles 20 MB de tráfego.

Escolhi o pacote de 250 MB, o que ainda me rendeu mais uma pérola de atendimento despreparado: “Senhor, o seu plano de voz já inclui 250 ká-bê de dados”. Tive que explicar à infeliz que “ká-bê” e “eme-bê” são coisas mil vezes diferentes, mas consegui o que queria. E aproveitei para cancelar o TIM Casa que me empurraram sem eu pedir e, depois do terceiro mês, começou a custar R$ 30 sem nunca ter sido usado.

No trabalho, onde há pelo menos mais uma dúzia de usuários do E61, o pacote de dados mais popular é o de 1 GB. E todos os que o escolheram fazem questão de dizer que é praticamente ilimitado – ainda mais quando se pode usar a rede WiFi da empresa durante boa parte do tempo. Eu costumo responder que sim, desde que não se use celular para conectar o computador de verdade à internet.

Conectando o computador à internet via celular

Embora muita gente se esqueça disso – inclusive um colega que fez uma segunda assinatura da TIM para ganhar o tal modem celular que eles estão subsidiando para os assinantes do maior plano (não o pacote) de dados – quase todo celular digital que se preza pode ser usado como modem. E o nosso E61 não é exceção – já vem até com o cabo USB necessário para conectá-lo a um computador sem Bluetooth.

Como não brincava de usar o celular como modem desde quando fiz meu Ericsson T68 conversar por infravermelho com um Pocket PC para acessar a internet durante uma viagem, decidi experimentar com a tecnologia atual. Instalei o Nokia PC Suite no desktop, pluguei o E61 via USB, tirei o cabo de rede do roteador e mandei conectar à Internet via “modem USB” – que, na verdade, era o próprio celular. Não funcionou de primeira porque eu não vi que tinha que selecionar a operadora, mas assim que fiz isso no menu drop-down, a conexão pôde ser estabelecida.

Entrei em alguns sites e mandei e-mails usando a conexão celular e achei a velocidade bastante razoável. Para ter dados mais objetivos, acessei alguns daqueles “velocímetros” online e obtive uma média de 140 kbps – mais que o dobro da máxima teórica de 56 kbps de uma conexão discada, mas menos que a metade do limite de 384 kbps da tecnologia EDGE oferecida pelo E61.

Aproveitei para comparar com o desempenho de um PC-Card 1xEV-DO da Vivo (vulgo Vivo ZAP 3G). Esta tecnologia tem limites teóricos de taxas de download na casa dos 2.000 kbps e de upload em torno de 200 kbps. Na prática, os valores informados pelos pouco precisos velocímetros variaram muito, de 100 kbps a quase 800 kbps. Mas deu pra ver que, exceto pelos engasgos, a plaquinha da Vivo pode ser bem mais rápida.

Minhas conclusões: em primeiro lugar, é óbvio que nenhuma das soluções substitui uma conexão de banda larga de verdade – uma linha ADSL de 2 MB atinge uns 1.800 kbps com muito mais estabilidade e não fica tão mais lenta no upload. Dito isto, as conexões móveis podem ser muito úteis – não só quando estamos longe de um ponto de rede (inclusive WiFi), mas como backup.

Tenho um amigo que trabalha em casa e já pensou em assinar tanto o Virtua quanto o Velox para ter uma redundância de conexão melhor que o velho modem de 56 kbps. Hoje bastaria um celular. Eu, pelo menos, não pensarei duas vezes na próxima ocasião em que o Velox sair do ar. Traterei de conectar via celular, tomando só o cuidado de desligar o Azureus e evitar atividade que movimentem muitos dados.

Se for para uso constante, a placa EV-DO é a melhor opção para profissionais móveis terem em seus notebooks, pois tem velocidade comparável ao dos planos básicos de acesso via cabo e ADSL. Já o modem celular GSM que a TIM “deu” para o colega citado no início do texto eu continuo achando totalmente desnecessário. Como conexão dedicada, perde para a placa da Vivo. Para uso eventual, é bem menos conveniente que um celular que já costumamos ter mesmo e no qual podemos usar o pacote de dados para outras finalidades.

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Datacenters “verdes” buscam eficiência energética http://juliopreuss.com/blog/2007/08/09/datacenters-verdes-buscam-eficiencia-energetica/ http://juliopreuss.com/blog/2007/08/09/datacenters-verdes-buscam-eficiencia-energetica/#comments Thu, 09 Aug 2007 14:32:19 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/09/datacenters-verdes-buscam-eficiencia-energetica/ Já escrevi aqui sobre a grande preocupação do Google com o consumo elétrico de seus datacenters e sobre os carros elétricos da empresa. Só que, em tempos de consciência tecnoecológica, quando até o consumo dos avatares do Second Life (quase igual ao do brasileiro médio) vira objeto de preocupação, é natural que outras gigantes de tecnologia se juntem à causa da economia de energia em seus datacenters

Um bom exemplo é a IBM, que anunciou, há três meses, o “Projeto Big Green” – uma referência ao apelido Big Blue. Com investimento anual de US$ 1 bilhão, a iniciativa tem como objetivo a otimização energértica dos datacenters da empresa e de seus clientes. Na própria IBM, que tem quase 750 mil metros quadrados de datacentes em seis continentes, a meta é dobrar a capacidade de processamento em três anos, sem aumentar o consumo elétrico.

Já para os clientes, a IBM afirma que, num datacenter típico, com cerca de 2,3 mil metros quadrados, é possível economizar 42% da energia – o equivalente a 7,4 toneladas de emissões de carbono por ano – com a simples adoção de equipamentos mais eficientes. E cita dados do IDC para mostrar que a economia também pesa no bolso: segundo o instituto de pesquisa, para cada dólar gasto em hardware, 50 centavos serão gastos em eletricidade – valor que tende a atingir os 71 centavos nos próximos quatro anos.

Segundo Tom Raftery, o blogueiro mais famoso da Irlanda e responsável pelo Cork Internet Exchange (CIX), o primeiro datacenter profissional fora da capital de seu país, o consumo de um rack típico vem crescendo rapidamente: de 1,5 KW, há sete anos, para 4,5 KW, há quatro, e 15 KW, no ano passado. Seu objetivo, conforme apresentado na conferência Reboot, é um datacenter neutro em carbono – toda a energia consumida seria gerada pelo vento ou pela queima de biodiesel comprado dos fazendeiros locais. E o excedente seria vendido para a companhia elétrica.

Para tanto, o primeiro passo de Tom foi projetar um datacenter altamente eficiente. E, a julgar pela apresentação feita em maio e pelo blog que acompanha a montagem das instalações, a principal medida neste sentido é otimizar o sistema de refrigeração das máquinas. Uma das técnicas empregadas, aproveitar as baixas temperaturas da região, não se aplicaria a um datacenter no Brasil, mas as demais soluções descritas por ele podem ajudar.

A IBM, por sinal, também está prestando bastante atenção na questão da refrigeração em sua iniciativa Big Green. Vide as imagens abaixo, que retratam a distribuição de calor em um servidor e a ferramenta de simulação de datacenter que a empresa pretende usar para otimizar os projetos. Os freqüentadores assíduos do Fórum sabem como uma boa estratégia de refrigeração é fundamental para tirar o máximo de desempenho de um computador. O desafio agora é fazê-lo gastando o mínimo de energia.

Já se você não é responsável por nenhum datacenter, pode dar sua contribuição pessoal apoiando a iniciativa Climate Savers Smart Computing, que já foi assunto de uma outra coluna, ou simplesmente pensando um pouco no assunto na hora de montar seu próximo PC. A Corsair, por exemplo, anunciou recentemente um par de fontes de alimentação com eficiência de, no mínimo, 80%:

Update: entre começar a escrever esta coluna e terminá-la, dei de cara com uma notícia sobre o mesmo tema no site da revista Magnet, sob a batuta do ilustre C@T. A novidade é o relatório que a EPA, agência ambiental responsável pelo programa Energy Star, preparou, a pedido do Congresso Americano. Divulgado no fim da semana passada, o estudo aborda justamente o aumento do consumo dos datacenters e analisa formas de evitá-lo. Quem trabalha na área não pode deixar de ler.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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E as vendas de câmeras continuam crescendo http://juliopreuss.com/blog/2007/08/03/e-as-vendas-de-cameras-continuam-crescendo/ http://juliopreuss.com/blog/2007/08/03/e-as-vendas-de-cameras-continuam-crescendo/#comments Fri, 03 Aug 2007 14:48:58 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/03/e-as-vendas-de-cameras-continuam-crescendo/ Seis meses atrás publicamos alguns números do mercado de fotografia digital, chamando a atenção para a liderança européia em volume de câmeras vendidas. As informações eram do relatório referente ao ano de 2006 da Camera and Imaging Product Association (CIPA), uma organização japonesa que reúne praticamente todos os grandes fabricantes, com as notáveis exceções da Kodak e HP.

Na última edição do relatório, que traz os números do primeiro semestre deste ano, a Europa praticamente perdeu a liderança, caindo de 35% para 32% do mercado, quase empatada com os inalterados 31% da América do Norte. O Japão também se manteve estável, com 12%. Um dos pontos percentuais perdidos pelo Velho Continente foi para o resto da Ásia, que passou de 16% para 17%.

Leia a coluna completa no WNews

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Organizando idéias em mapas mentais e cérebro artificial http://juliopreuss.com/blog/2007/07/31/organizando-ideias-em-mapas-mentais-e-cerebro-artificial/ http://juliopreuss.com/blog/2007/07/31/organizando-ideias-em-mapas-mentais-e-cerebro-artificial/#comments Tue, 31 Jul 2007 14:34:46 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/07/31/organizando-ideias-em-mapas-mentais-e-cerebro-artificial/ Você já ouviu falar em mapas mentais? Ou, mais provavelmente, em mind maps, na versão em inglês? Eu acho que nunca tinha ouvido até alguns meses atrás, quando várias pessoas – principalmente arquitetos de informação e gente da tecnologia – do meu emprego “full-time” passaram a defender o uso disso em alguns processos de trabalho.

“Isso”, resumindo a definição da Wikipedia, é um diagrama usado para representar idéias interligadas e organizadas radialmente ao redor de um conceito central. “É usado para gerar, visualizar, estruturar e classificar idéias como ajuda ao estudo, organização, solução de problemas e tomada de decisões.” A imagem abaixo, criada por um tal de Aranya e reproduzida na Wikipedia com sua autorização, é um bom exemplo de mapa mental feito a mão:

Confesso que, de início, não entendi bem o que havia de diferente nesses desenhos para que fossem vistos como uma nova forma de pensar. Agora, lendo a respeito, fiquei sabendo que os adeptos do mind-mapping alegam que a disposição não-linear e menos hierárquica das idéias facilita o processo de brainstorming e posterior organização dos pensamentos. Além de, quem diria, estimular o uso dos dois hemisférios do cérebro!

Antes mesmo de saber disso, resolvi experimentar a técnica para ver no que ia dar. E é claro que ninguém do trabalho fazia mapas mentais com papel e caneta, e sim com o Mind Manager, um programa especializado (afinal, se o assunto não tivesse nada a ver com tecnologia, não seria tema desta coluna). Como não havia mais licenças do tal programa disponíveis na empresa, acabei indo parar no MindMeister, uma ferramenta de mind-mapping online no melhor estilo Web 2.0:

A versão básica (gratuita) do serviço só permite a criação de um número limitado de mapas e restringe funções como a exportação de arquivos para os programas de mind-mapping mais parrudos, mas dá para ter uma boa idéia de como a coisa funciona. E, o que é melhor: por ser online, permite a colaboração por diferentes pessoas de qualquer lugar com acesso à internet.

Em questão de semanas, já coloquei vários projetos no MindMeister e convidei uma dúzia de pessoas para contribuirem com eles. Gostei tanto da forma de organizar as idéias que já me peguei criando um mapa mental no meio de uma reunião, para guiar os próximos passos do projeto. Bloco de notas e atas viraram coisa do passado. Para completar, depois de uma boa revisão, um mapa exportado em forma de imagem dá um belo quadro inicial para a apresentação do projeto.

Não sei se o assunto realmente está na moda ou se eu é que passei a prestar mais atenção nele, mas o fato é que, semana passada, li uma convincente avaliação de um outro programa com finalidade parecida e nome nada modesto: Personal Brain (O Cérebro). Acabou de ganhar uma nova versão, a 4.0, mas existe há mais de dez anos.

Os fãs do programa dizem que o legal é colocar toda a sua vida ali – da lista de contatos aos sites favoritos – e deixar o programa descobrir conexões que você talvez nunca tivesse percebido. Sim, pois quando você cadastra alguma coisa, ele sugere outras com o mesmo nome e representa graficamente as interrelações – como o fato de o Paulo Couto ter trabalhado comigo no DIA e no Fórum PCs, no exemplo abaixo:

Baixei a versão de demonstração para experimentar, mas não fiz nada de verdade com ela (e já se passou metade dos 30 dias que ela dura). Para capturar a imagem acima, apenas cadastrei algumas áreas de atuação e empresas por onde passei. O resultado é bonitinho, mas ainda não consegui me dedicar pra valer à empreitada para saber se ajuda mesmo. Acho que preciso me organizar para ter tempo de me organizar. :-)
Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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O futuro é do CMOS http://juliopreuss.com/blog/2007/07/30/o-futuro-e-do-cmos/ http://juliopreuss.com/blog/2007/07/30/o-futuro-e-do-cmos/#comments Mon, 30 Jul 2007 14:52:40 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/07/30/o-futuro-e-do-cmos/ Já explicamos aqui, tempos atrás, a diferença entre os sensores baseados nas tecnologias CCD e CMOS e comentamos que estes últimos, originalmente muito inferiores em termos de qualidade, evoluíram tanto que já podiam ser encontrados em câmeras profissionais e amadoras avançadas. Nos modelos básicos, no entanto, os CCDs ainda eram bem melhores que os CMOS, usados só em webcams e digitais muito, muito ruins.

Leia a coluna completa no WNews

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Campanha do celular desbloqueado não passa de hipocrisia http://juliopreuss.com/blog/2007/07/25/campanha-do-celular-desbloqueado-nao-passa-de-hipocrisia/ http://juliopreuss.com/blog/2007/07/25/campanha-do-celular-desbloqueado-nao-passa-de-hipocrisia/#comments Wed, 25 Jul 2007 14:41:01 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/08/10/campanha-do-celular-desbloqueado-nao-passa-de-hipocrisia/ Em maio de 2002, este que vos escreve foi convidado para a coletiva de imprensa de lançamento da Oi, então apenas uma nova operadora celular. Saí do evento, realizado em um hotel em Copacabana, com um guarda-sol da Oi debaixo do braço e uma idéia fixa na cabeça: comprar um celular deles. Fui direto para o shopping mais próximo e, depois de algum estresse com os vendedores e de ter que esperar até o dia seguinte, tornei-me o feliz proprietário de um Ericsson (ainda sem Sony) T68 e um dos primeiros assinantes da Oi (sim, eu disse Oi primeiro).

Os colegas diziam que só um idiota compraria um celular da Telemar, ex-Telerj, e eu contra-argumentava que no Rio a Telefônica, futura Vivo, era ex-Telerj celular. Mas, no final das contas, isso não importava. O que me atraiu para a Oi foi a possibilidade de finalmente ter um celular GSM – tecnologia sobre a qual estava cansado de ler e escrever, mas que nunca havia usado no dia-a-dia. E a Oi, para quem não lembra, foi a primeira operadora GSM do Brasil.

Alguma semanas depois de comprar meu celular, surgiu uma oportunidade de viajar para o exterior e, achava eu, pôr a prova uma das coisas que mais me encantava no padrão GSM: a possibilidade de trocar o SIM chip por um de uma operadora local para usar o celular na viagem sem ter que pagar as absurdas taxas de roaming internacional. Doce ilusão! Antes mesmo de viajar, descobri a canalhice do bloqueio do aparelho. O MEU celular, pelo qual pagara mil e tantos reais (era um dos modelos mais caros da época), só funcionava com o chip da Oi.

Como naquele tempo não havia camelôs e lojinhas que desbloqueiam celulares em cada esquina, restava apelar para o bom senso do atendimento da própria Oi (riam, por favor… isso é uma piada). Foram horas no telefone tentando convencer a atendente-robô de que o celular era meu e que o contrato de um ano que fui obrigado a assinar já garantia que a operadora recuperaria o valor subsidiado, mesmo que eu estivesse usando o aparelho em uma concorrente (o que nem era minha intenção).

Convencido de que a única saída que a área de atendimento me daria seria pagar uma pequena fortuna pelo desbloqueio, resolvi fazer uma coisa muito feia e apelar para minha condição de jornalista (para alguma coisa tinha que servir, né?). Liguei para o então assessor de imprensa da Oi, hoje um grande amigo, e “descasquei” a prática da operadora. Afinal, de que adiantava encherem a boca para falar das vantagens do GSM se de cara já estavam capando uma das mais interessantes?

O resultado é que, depois de mais uma longa discussão e uma consulta à operadora, concordaram em, excepcionalmente, desbloquear meu aparelho de graça. Por telefone mesmo, usando uma senha que pediram para eu digitar no teclado. Mas pediram, discretamente, que eu não espalhasse a informação. E eu, tolo, concordei. No final das contas, nem consegui usar o aparelho na viagem porque as poucas operadoras GSM nos Estados Unidos não vendiam SIMs avulsos.

Eu, mesmo com o celular desbloqueado, continuei fiel à Oi até uns dois meses atrás, quando me tornei assinante de outra operadora porque não aguentava mais a pobreza dos aparelhos oferecidos nas lojas Oi. Foram cinco anos – quatro a mais que o exigido pelo tal contrato de fidelidade assinado ao comprar o primeiro aparelho. Neste período, tive quatro celulares – dois subsididados pela Oi e dois smartphones comprados lá fora, desbloqueados.

Para o primeiro deles eu bem que tentei comprar um chip avulso da própria Oi, a fim de dar o celular velho para outra pessoa, mas a operadora também não vendia só o chip. Como podiam ter tanto medo de eu usar o aparelho “deles” num concorrente e não querer que eu usasse um aparelho desbloqueado, que não precisaram subsidiar, em sua própria rede? E ainda por cima ganhando um novo assinante? Definitivamente, não dá para entender.

Como também não dá para entender por que a empresa demorou meia década para cair na real e agora faz campanha contra o bloqueio de celulares, uma prática que ela mesma instituiu aqui no Brasil, e ainda tem a cara de pau de encher a mídia de propaganda dizendo como é a única a respeitar os assinantes desta forma. Desbloquear os aparelhos é uma atitude louvável, mas querer fortalecer sua imagem em cima disso a esta altura do campeonato é chamar seus clientes mais antigos de idiotas. Parece que os amigos que citei lá no segundo parágrafo tinham razão, afinal.

Update: lançar essa campanha às vésperas de parar de vender aparelhos torna a história toda ainda mais hipócrita. Valeu a dica, Elis e Ramos.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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