Curiosidades que não só o Google StreetView viu

June 10, 2007 on 5:52 pm | In GPS, colunas, forumpcs, georeferenciamento, google, web20 | No Comments

Desde o finalzinho do mês passado, quando o Google apresentou, durante a conferência Where 2.0, o novo recurso StreetView de seu serviço de mapas, não se fala em outra coisa nos blogs especializados em tecnologia. A novidade, que tem tudo a ver com o evento sobre georeferenciamento e temas afins, permite navegar pelas ruas de (até agora) quatro metrópoles americanas a partir do Google Maps.

As discussões na Web começaram com reclamações sobre invasão de privacidade, continuaram com revelações sobre a câmera e os veículos usados no processo e se estendem até hoje com a divulgação de achados cada vez mais inusitados no vasto banco de imagens do sistema – de pessoas com metade da cabeça cortada na hora de emendar as fotos até cenas bem mais comprometedoras. Vide o exemplo abaixo, já devidamente apagado do serviço:


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iPaq 6945: um smartphone completo. E lento

May 11, 2007 on 3:06 pm | In GPS, celular, review, teste, wnews | No Comments

Celular com câmera já virou lugar comum. Smartphone com tecladinho Qwerty é a nova mania. E os modelos mais completos de uns e outros vêm até com localização por GPS e conectividade Wi-Fi – ótima para economizar no tráfego de dados. Mas só um aparelho até hoje reúne tudo isso, e não é obra de nenhuma tradicional fabricante de telefones. Estamos falando da família de “Mobile Messengers” iPaq 6900, da HP.

A versão que avaliamos, um iPaq 6945 que custa, aqui no Brasil, em torno de R$ 2,6 mil, é a única vendida desbloqueada, podendo funcionar com o chip de qualquer operadora GSM. Os modelos 6915 e 6925 são exclusivos para o mercado asiático e europeu e os clientes da operadora americana Cingular, respectivamente. No final das contas, são todos praticamente iguais – só muda o software de navegação por GPS incluído no pacote e que, para nós, não faz muita diferença.

Leia o teste completo no WNews

Microsoft Streets & Trips 2006: não vá se perder por aí

February 14, 2007 on 12:40 pm | In GPS, georeferenciamento, review, teste, viagem, wnews | No Comments

Buscar mapas de endereços desconhecidos na Internet para facilitar a localização de um destino no mundo real já deixou de ser novidade há muito tempo. Mas, se você é adepto desse tipo de serviço, quantas vezes já saiu de casa com o mapinha impresso apenas para se ver perdido em uma rua que não aparece nele ou passar do ponto indicado e não fazer idéia de como retornar? Bem melhor seria ter a ferramenta sempre à mão, não é?

Isso já é possível em PDAs e alguns celulares há tempos, além de ser a especialidade daqueles aparelhos de GPS de painel que equipam automóveis topo-de-linha e que começam a chegar ao Brasil. Para quem tem um notebook, porém, a opção mais econômica e robusta pode ser um software como o Microsoft Streets&Trips, vendido lá fora por um pouco menos de US$ 40.

Leia o teste completo no WNews

Que os PDAs descansem em paz. O futuro é do smartphone

January 15, 2007 on 7:48 am | In GPS, celular, colunas, forumpcs, gadgets, mercado, viagem, wireless | No Comments

Sou usuário de computadores de mão há bastante tempo. Tive um Jornada, da HP, na época em que eles se chamavam Handheld PCs e rodavam Windows CE 2.0. Depois tive um Palm IIIxe, um Vx, um iPaq, e um Toshiba e755. Apesar da variedade de modelos, no entanto, poucos foram os que usei regularmente. O mais comum era recorrer a eles apenas em viagens e para jogar durante aulas e reuniões chatas, mas na maior parte do tempo eles ficavam mesmo é encostados.

Na última destas viagens, sem nenhum PDA para levar, já que vendera o Toshiba quando comprei o notebook, decidi confiar neste último e me arrependi amargamente. Tirar o bicho da mochila e esperar ele ligar e carregar o programa era uma trabalheira bem maior do que sacar um Palm do bolso. Decidi, um tanto tardiamente, comprar um computador de mão novo. E que deveria ser um smartphone, já que estava mesmo querendo trocar meu celular pessoal.

Pesquisei os modelos mais falados e descartei logo os Treos, pois apesar de gostar do visual do 680, os dias que passei com um 650 num evento não me convenceram de sua utilidade. Aliás, omiti da lista lá do primeiro parágrafo o Treo 270 que usei durante uns meses e acabei passando adiante. Simpatizo com o mundo Palm como simpatizo com o do Linux, mas acho que me dou melhor com os PDAs baseados em Windows (CE, Mobile, whatever).

Considerei os Nokia (inclusive o E62 que a Elis avaliou), o Motorola “Q”, o Samsung Blackjack e outros igualmente elegantes, mas acabei optando por mais um iPaq, da HP, da mesma série que o Xandó testou recentemente. Alguns cliques na Amazon.com e, no dia seguinte, eu era o mais novo proprietário de um iPaq 6945. Não vou falar dele aqui porque o Xandó já o fez com bastante propriedade, mas afirmo que também aprovei o brinquedinho.

O fato de o aparelho ter WiFi e GPS (e rodar o PocketStreets, versão compacta do Microsoft Streets & Trips que já me havia guiado na viagem pelo Canadá) foram decisivos, principalmente para quem usa PDA principalmente quanto está viajando. O fato de poder comprá-lo desbloqueado, livre de compromissos com operadoras (que, estando nos Estados Unidos, eu nem poderia assumir), também.

O mais interessante dessa história é que, antes de encomendar na Amazon, eu bem que tentei encontrar um smartphone desbloqueado para comprar em algumas lojas físicas. Nas grandes lojas era impossível. Sem encontrar iPaqs nas vitrines das operadoras celulares, entretanto, decidi perguntar por Palms e afins a uma vendedora. Fiquei constrangido quando, depois de me questionar, espantada, se eu queria um PDA “sem celular”, ela pediu ajuda a um colega que me apontou dois míseros Palms – um TX e um LifeDrive – empoeirados na última prateleira de um cantinho da loja.

Naquele momento eu tive certeza da resposta para a pergunta que a Elis levantou aqui, há pouco mais de um ano, num texto que colocava em dúvida a sobrevida dos PDAs. Eles morreram mesmo. Estão acabados, escondidos nas prateleiras de baixo das BestBuys da vida, do mesmo jeito que os cartões CompactFlash cuja morte eu confirmei na viagem anterior. O mundo agora é dos smartphones, e o lançamento do iPhone só vai intensificar a tendência, já que daqui a um tempo, talvez nem os MP3 players possam se dar ao luxo de não serem celulares.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei uns números interessantes, divulgados pelo IDC no fim do ano passado. No terceiro trimestre de 2006, o mercado europeu de computadores de mão cresceu 13%. A alta foi puxada pelos “dispositivos convergentes” (leia-se smartphones), cujas vendas cresceram 30%. Em compensação, os PDAs dedicados vinham caindo há um ano, e cada vez mais rápido. Recuaram 17% no último trimestre de 2005 e absurdos 60%, no terceiro de 2006. Que descansem em paz!

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

5000km de estrada e alguns de rio guiados por GPS

November 10, 2006 on 5:56 pm | In GPS, Uncategorized, colunas, forumpcs, georeferenciamento, viagem | No Comments

Algumas semanas atrás, quando o Paulo relatou sua experiência com o Google Maps, tive vontade de emendar com uma coluna sobre minha viagem ao Canadá, já comentada brevemente aqui.

Passei quase um mês naquele imenso país no meio do ano e dirigi quase 5 mil quilomêtros, três deles na Costa Oeste, de Vancouver até as Montanhas Rochosas, e o resto na Leste, partindo de Toronto. Se alguém tiver curiosidade, pode conferir algumas fotos da aventura no meu 8P, o inovador serviço de fotologs da Globo.com (disclaimer: sim, agora eu trabalho lá).

Mas o objetivo desta coluna não é falar de turismo, e sim de tecnologia. Neste caso, a que me ajudou a enfrentar as estradas canadenses sem comprar um único mapa de papel. Antes da viagem, quase como o Paulo fez antes de ir para Miami, programei todas as rotas que faria no computador. Em vez do Google Maps, usei o Microsoft Streets & Trips. Não era uma versão original, mas como eu comprei a dita cuja, me declaro inocente da acusação de pirataria Smile

A escolha do software tradicional em lugar do serviço online se deveu a uma questão prática: eu queria ter tudo armazenado localmente no notebook (momento de propaganda gratuita: aquele mesmo que estou vendendo lá nos classificados), para poder consultar no caminho, dentro do carro, sem conexão à internet. Mas não era só isso: no segundo dia da estadia em Vancouver, corri à Best Buy e comprei o Streets & Trips, na versão que vem com um receptor de GPS. Isso o Google Maps (ainda) não tem!

Esta versão me custou 150 dólares canadenses (cerca de US$ 135) – 100 a mais que a que não vem com o GPS – mas como a edição 2007 estava para sair, depois comecei a ver o pacote em oferta em outras lojas. Como o programa já estava instalado e configurado no notebook, com todos os destinos cadastrados, bastou plugar o acessório USB e aprender a usar. É tudo relativamente fácil, a não ser por alguns detalhes que demoramos a descobrir por conta própria, já que ninguém lê manuais mesmo.

O programa mostra sua posição no mapa com uma precisão espantosa e só perdeu o sinal quando passamos em alguns túneis subterrâneos, em Montreal. Tem um certo “delay”, mas logo nos acostumamos com ele e passamos a considerar as instruções com alguma antecedência. Instruções? Sim, pois o programa avisa, via sintetizador de voz, quando virar, por quantos quilômetros seguir e assim por diante. Na tela, ainda vemos a velocidade média do carro e uma bússola que indica a direção em que estamos seguindo.

O que, para mim, pareceu uma precisão absoluta, porém, está longe de ser suficiente para um outro usuário de GPS que conheci nos últimos dias da viagem. Durante um passeio de barco na região conhecida como “Mil Ilhas” (sim, o molho Thousand Islands foi inventado lá), reparei que o comandante da embarcação usava um programa semelhante ao meu para navegar no rio St. Lawrence.

Quando viu que eu estava interessado na tela de seu computador de bordo (que era um PC comum, sem nada de especial), o capitão – cujo nome eu nem me lembrei de perguntar – puxou assunto e trocamos algumas palavras sobre a tecnologia GPS. Eis que ele me mostra que, de acordo com o computador, nosso barco deveria estar em terra firme, encalhado na margem do rio. “Há um desvio de uns 20 metros”, disse.

OK, é notório que a precisão dos GPS civis não é tão grande assim, o que explicaria o erro. Surpreendente foi saber que não foi sempre assim. Segundo nosso capitão anônimo, antes dos atentados de 11 de setembro, dava para confiar quase cegamente no computador do barco. “Depois os americanos mandaram aumentar a margem de erro do sistema para evitar que terroristas o usassem para guiar bombas”. É uma bela teoria da conspiração. Mas será só uma teoria?

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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