Grupo prega redução de consumo elétrico dos computadores

June 18, 2007 on 6:43 pm | In colunas, energia, forumpcs, hardware | 1 Comment

Sempre tive o hábito de deixar o computador permanentemente ligado, mesmo quando fora de uso. No máximo desligava o monitor ou deixava que ele desligasse sozinho, após um período de inatividade, já que odeio screen-savers. Cheguei a brincar com as configurações de gerenciamento de energia que colocam o micro em standby, mas a demora para acordar a máquina novamente me incomodava tanto que acabei optando por mantê-lo sempre em pleno funcionamento. Até comprar, no fim do ano passado, um Kill-a-Watt.

O aparelhinho, um medidor de consumo elétrico que analisei em detalhes para outra publicação, revelou que meu micro consumia, naquela época, em torno de 0,25 kWh por hora, ou 6 kWh por dia – o que dava cerca de R$ 70 mensais, praticamente metade da minha conta de luz. Achei um absurdo e decidi mudar meus hábitos.
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Cartões de memória que valem seu peso em ouro

June 1, 2007 on 2:58 pm | In fotografia, fotografia-digital, hardware | No Comments

Já brinquei com o preço dos fones da Shure, dizendo que custam seu peso em ouro. No caso dos cartões de memória da foto abaixo, porém, a expressão deixa de ser brincadeira. O CompactFlash de 150g e o SD, de 35g, valem seu peso em ouro porque SÃO de ouro. Avaliados em US$ 5 mil e US$ 2,3 mil, respectivamente, serão dados como prêmio em um concurso que a Sandisk está realizando no Japão.

Golden memory cards

Via Everything USB

O sugador de redes WiFi alheias

May 31, 2007 on 9:10 am | In gadgets, hardware, wireless | No Comments

O “antenado” dispositivo da foto abaixo atende pelo nome de “Slurpr” e consegue se conectar a até 5 redes sem fio simultaneamente, transformando-as em uma “superconexão” para o seu computador – ou para uma rede (com fio) inteira. Se quiser, você também pode usar só quatro redes alheias para que se conectar ao Slurpr via WiFi.

Slurpr

O brinquedinho, na verdade um computador MIPS rodando Debian Linux com um balanceador de carga às avessas, é resultado de um projeto pessoal de Mark Hoekstra, que pretende comercializá-lo pela bagatela de 999 euros. Para quem tem muitos vizinhos que deixam suar redes WiFi abertas, é uma bela oportunidade de ter uma conexão melhor que a de todos eles, sem pagar mensalidade.

Avox TX Portable: video jukebox feita em casa

April 1, 2007 on 3:03 pm | In gadgets, hardware, review, teste, video, wnews | No Comments

Já escrevemos aqui sobre a facilidade de se fazer upgrade de notebook, principalmente de componentes como o disco rígido, e de produtos que aproveitam os discos de 2,5 polegadas que “sobram” dessas operações, como o Asus WL-HDD 2.5, um case de HD que funciona como servidor de arquivos, ponto de acesso Wi-Fi e ainda baixa arquivos de drives USB sem necessidade de um computador.A bola da vez é uma outra dessas “gavetas” para HD de notebook que fazem mais do que simplesmente transformar o disco encostado em um drive externo. O Avox TX Portable Media Jukebox, da mesma Vantec que produz o case para HDs de 3,5 polegadas NexStar 3 que já avaliamos aqui, é, como o nome indica, um reprodutor multimídia portátil. Quase como um iPod “faça você mesmo”.

Leia o teste completo no WNews

Desmanche de notebooks é um bom negócio?

March 9, 2007 on 3:07 pm | In colunas, consumidor, forumpcs, hardware, mercado | No Comments

Já escrevi aqui sobre a decisão de comprar meu primeiro notebook, do momento em que ele virou (ainda que por acidente) meu computador principal e do desktop que acabou retomando-lhe o título. Depois que recebi um outro portátil para usar no trabalho, o Compaq ficou encostado por alguns meses até que eu decidisse vendê-lo. Anunciei aqui nos Classificados e no Mercado Livre, mas acabei fechando com um colega de trabalho.

Como Murphy não falha, não é que um mês depois de terminada a garantia da loja onde comprei o note, o dito cujo parou de funcionar? Como eu sempre me responsabilizo pelos usados que vendo, peguei o note de volta para tentar consertar ou devolver o dinheiro do (agora infeliz) comprador. Embora não a tivesse comprado lá, deixei a máquina na NotebookOne, cujo laboratório é referência em manutenção de portáteis.

Em pouco tempo fiquei sabendo que o problema está no controlador de energia, um componente da placa-mãe que, infelizmente, não é vendido separadamente. O jeito é trocar a placa inteira! Ainda não recebi o orçamento definitivo, pois o fornecedor não tem a placa em estoque, mas já andei pesquisando na web é vi que ela custa, lá fora, em torno de US$ 300. No Mercado Livre, há quem venda modelos equivalentes por R$ 800.

Se a NotebookOne conseguir a peça a um preço razoável, vou autorizar o conserto para devolver o notebook ao amigo que, apesar de tudo, ainda prefere ter a máquina a receber o dinheiro de volta. Mas, se não fosse por ele, talvez fosse mais vantajoso esquartejar o notebook e o vender aos pedaços, quase como fiz com o penúltimo desktop. É trabalhoso e pode demorar para arranjar comprador para tudo, mas pelos preços que achei na internet, poderia render até mais do que os R$ 3 mil pelos quais vendi o note.

Duvida? Então, vamos às contas, começando pelos itens não-originais em que investi para melhorar o desempenho do notebook e que, portanto, devem ser os mais fáceis de passar adiante. Meu precioso HD de 100 GB e 7200 RPM vale uns R$ 350 (há seis meses vendi outro semelhante aqui nos Classificados por R$ 400). Os dois módulos de memória DDR de 1 GB devem render uns R$ 300 cada.

Em seguida, tentaria me desfazer dos itens que pessoas comuns podem comprar e usar em seus notes sem precisa abri-lo. A fonte, que serve para diversos modelos da HP/Compaq, deve valer R$ 100. A bateria de 6 células, apesar de usada, também deve ter boa procura, já que é difícil encontrar uma nova, original, aqui no Brasil. Se conseguir R$ 200 por ela, completo R$ 1.300 – só com as coisas relativamente fáceis de vender.

Do que sobra, acho que a tela de 14 polegadas é o componente mais caro e que deve ser mais procurada. Os vendedores do Mercado Livre pedem R$ 550 por ela. Eu tentaria vender por R$ 400. O drive de DVD-RW Dual Layer pelo qual tive que brigar com a loja também não deve ser difícil de vender… por uns R$ 250, quem sabe? Isso me levaria aos R$ 1.950. E ainda falta coisa….

Dá para acreditar que o cabo que conecta a placa mãe à tela vale R$ 150 e o teclado, R$ 300? É o que pedem no Mercado Livre. Ironicamente, parece valer mais que o processador, um Turion64 ML28 que só vi mencionado como brinde para quem comprasse uma placa-mãe de notebook. Mas o cooler dele até que vale alguma coisa: R$ 100, ainda segundo os vendedores do ex-site de leilões

Se a minha placa mãe estivesse funcionando, poderia tentar vendê-la para outra vítima de um defeito como o que me atingiu pelos tais R$ 800 que eu provavelmente terei que pagar para ressuscitar o meu notebook. E restaria apenas o que chamam de “carcaça” do notebook, o conjunto de chassis e acabamentos externos avaliado em R$ 300. Eu ainda acho que seria justo poder vender a licença do Windows XP (tem um cara vendendo os CDs de restauração e manuais por R$ 200), mas quando levantei essa possiblidade da última vez, disseram que isso é considerado pirataria.

Fizeram as contas? Se eu realmente conseguisse os valores listados acima (todos baseados em preços do Mercado Livre), somaria R$ 2.800 em vendas. Caso a placa-mãe estivesse funcionando, seriam R$ 3.600. 20% a mais que os R$ 3 mil pelos quais eu vendi o note inteiro. Será, então, que trabalhar com desmanche de notebooks pode ser um bom negócio? A julgar pelo número de pessoas vendendo peças para eles no Mercado Livre, dá para acreditar que sim…

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

WDC Gateway : conexão 3 em 1

January 14, 2007 on 12:56 pm | In hardware, review, teste, wireless, wnews | No Comments

Nos velhos tempos em que banda larga era novidade, para ter uma conexão de alta velocidade compartilhada por toda uma rede doméstica, você precisava ter, pelo menos, o modem banda-larga (ADSL ou cabo, geralmente fornecido pela operadora), um roteador (ou hub, se o seu modem pudesse ser convertido para roteador) e, se quisesse acesso sem fio, um access-point Wi-Fi.Sem falar no preço da parafernália, instalar e configurar tudo isso costuma ser no mínimo cansativo. E são três aparelhos ocupando tomadas no estabilizador, três lugares para se verificar o status da conexão em caso de problemas, três menus e senhas de administração para lembrar. Bom seria juntar tudo isso num mesmo equipamento, não? Pois foi exatamente isso que a americana 2Wire fez.

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Asus WL-HDD 2.5: gaveta para HD 3 em 1

January 7, 2007 on 2:01 pm | In hardware, review, teste, wireless, wnews | No Comments

A facilidade de se atualizar alguns componentes de computadores portáteis, tema do tutorial que publicamos recentemente, acabou contribuindo para um aumento da oferta de “sobras de upgrade”. Discos rígidos de notebook, geralmente de 2,5 polegadas, são os melhores exemplos: enquanto num desktop dá para acrescentar um HD novo e manter o antigo, nos portáteis o componente velho acaba ficando sem utilidade.

Não é à toa que as opções de equipamentos secundários em que o próprio usuário pode instalar seu HD velho aumentam sem parar. A moda começou com as “gavetas”, apelido brasileiro para os cases que permitem usar um HD comum como disco rígido externo, conectado numa porta USB ou Firewire. Aqui mesmo já testamos um produto desses, o NexStar 3, da Vantec, mas ele se destinava a HDs tradicionais, de 3,5 polegadas, e não aos disquinhos de notebook.

Testar uma gaveta para HD de notebook, porém, já não tem mais graça. Vendidas a menos de US$ 10 nos Estados Unidos, ela já viraram acessórios tão prosaicos quanto cabos USB. O quente, mesmo, são os cases que incorporam funções extras ao disco externo – de reprodução de multimídia sem ajuda do computador a servidor de arquivo com conectividade Wi-Fi.

É o caso do WL-HDD 2.5, da Asus, objeto desta avaliação. Trata-se de um case para HD de notebook que permite acessar os dados via rede sem fio, nos padrões 802.11b ou 802.11g. Como se não bastasse, o brinquedinho ainda funciona como um access-point, dispensando o uso de um roteador wireless para distribuir sua conexão à Internet. E mais: tem uma porta USB que baixa automaticamente o conteúdo de pendrives e similares a ele conectados!

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Na era da atenção, RAM é cem vezes mais barata que HD

December 4, 2006 on 5:59 pm | In Uncategorized, colunas, forumpcs, google, hardware, midia | No Comments

Não, eu não me enganei no título nem você leu errado. Memória RAM é, sim, cem vezes mais barata que disco rígido – pelo menos pela brilhante lógica do Google. As contas estão na mesma matéria da revista Wired que citei na coluna da semana passada, sobre as necessidades energéticas do gigante da busca, e fazem todo o sentido.

Duvida? Segundo o texto, o preço por megabyte da memória RAM é cem vezes mais alto que o do HD (por isso você achou que eu tinha me enganado no título). Por outro lado, a memória é 10 mil vezes mais rápida que o disco. Logo, se levarmos em consideração o fator “tempo de acesso”, a RAM é mesmo cem vezes mais barata.

Entender qual o recurso mais valioso num dado momento é uma capacidade estratégica importantíssima. O tempo, ou, melhor dizendo, o tempo de atenção do usuário, é um recurso que, como eu já havia estudado na minha monografia da faculdade, é o mais escasso da nossa era econômica.

O psicólogo Herbert Simon já dizia, em 1971: “O que a informação consome é bastante óbvio: ela consome a atenção do receptor. Portanto, uma riqueza de informação cria uma pobreza de atenção e uma necessidade de alocar essa atenção eficientemente diante da superabundância de de fontes de informação que poderiam consumi-la.” (Computers, Communications and the Public Interest, pp 40-41, Martin Greenberger, ed., The Johns Hopkins Press, 1971.)

Dizer que vivemos na Era da Informação não é economicamente correto. As eras econômicas sempre foram definidas pelos recursos escassos, já que é neles que está o valor. Primeiro foram as terras, depois o dinheiro, agora a atenção. Vivemos, portanto, na Era da Atenção, e não da Informação. É por isso que as ferramentas de busca valem tanto: elas economizam nossa atenção, direcionando-nos diretamente à informação que procuramos. Metade do sucesso do Google deve-se a isso.

O restante do mérito do Google teria sido, então, perceber o valor da agilidade para seus serviços e investir em muita, mas muita memória RAM para agilizar o acesso aos dados de seus gigantescos índices. Em um cenário de dinheiro farto (a empresa tem bilhões de dólares em caixa), faz sentido gastar fortunas em RAM para economizar tempo.

As estimativas da Wired dizem que o Google teria cerca de 450 mil servidores em uma dúzia de datacenters espalhados pelo mundo. No total, essas máquinas usariam inimagináveis 4 petabytes (milhares de terabytes, ou 10 elevado à décima-quinta potência) de RAM. Isso mesmo: 4.000.000.000.000.000 bytes de memória! E olha que nem é tanto assim, já que a capacidade em disco do Golias das Buscas seria de 200 petabytes. E o Paulo achava que os 2,6 terabytes que tem em casa eram muito

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

Linux é motivo para a Abes criticar o Computador para Todos?

November 23, 2006 on 6:03 pm | In colunas, forumpcs, hardware, mercado, opensource | No Comments

A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) divulgou esta semana o resultado de um estudo da Ipsos Public Affairs sobre o programa “Computador Para Todos” que apontaria “indícios de pirataria” como conseqüência do projeto governamental. A Abes quer usar os números da pesquisa como argumento para convencer o Governo a repensar o programa, mas é tudo uma questão de ponto de vista.

Segundo o estudo, 47% dos compradores dos “PCs populares” movidos a Linux trocaram o sistema operacional sem pagar – os tais “indícios de pirataria”. Eu fui um deles. Há cerca de um ano comprei para a minha namorada um Preview beneficiado pelos incentivos do “Computador para Todos”. Na época, publiquei um teste sobre ele em que relato minhas impressões sobre a máquina e a economia proporcionada pelo programa: R$ 159 da isenção fiscal e R$ 225 do sistema operacional.

Depois de uma semana convivendo com o Linux – bem menos que a média de 31 dias observada no estudo da Abes -, reformatamos a máquina e tascamo-lhe o bom e velho Windows XP. Original. O mesmo que usava no meu penúltimo desktop, desmontado e vendido aos pedaços quando comprei outro. Como o novo veio com o XP “de fábrica”, também original, eu tinha uma licença “sobrando”.

Os consumidores revelaram ter gasto, em média, R$ 137 com a “compra e instalação” do novo sistema operacional, sendo uma média de R$ 50 ao técnico e R$ 88 pelo sistema, o que, para a Abes, seria mais uma “forte evidência de uso de cópias ilegais”. Não necessariamente! Eu não gastei nada, mas se não soubesse realizar o procedimento sozinho e tivesse contratado um técnico, teria gasto os tais R$ 50 com o serviço.

Digamos que um Fulano qualquer tenha comprado o XP original para fazer a migração e pago os R$ 200 que costumam cobrar no Mercado Livre. Juntos, teríamos gasto R$ 250. Dá uma média de R$ 125 com “compra e instalação”, bem próximo do valor obtido na pesquisa. E ninguém cometeu pirataria.

PCs viram sucata. Licenças, não necessariamente
Como eu, muita gente pode ter licenças de Windows sobrando de computadores sucateados ou intencionalmente migrados para outros sistemas (ainda mais se foram obrigados a comprá-los com Windows). São essas licenças que muitas vezes vão parar nos sites de leilão a R$ 90 (Windows 98 ) e R$ 200 (XP), bem menos que os R$ 400 que a Abes considera “valor de mercado” (lembra que o Preview poderia ter vindo com Windows por R$ 225 a mais?).

O valor da média, que a Abes diz estar “abaixo do preço de mercado do Windows”, realmente é estranho. Mas é a velha história de que se eu como dois frangos e você, nenhum, ambos comemos, “em média”, um frango. Como você tem que ser muito trouxa para pagar mais de cem reais por um programa pirata vendido a R$ 10 em qualquer esquina, é óbvio que muita gente comprou cópias originais, ou a média não seria tão alta.

Muitos dos migrantes realmente instalaram cópias ilegais, mas achar que o programa como um todo prejudicou a indústria de software é uma forçação de barra tão grande quando dizer que se existem X milhões de programas piratas as softwarehouses tiveram um prejuízo de X milhões de vezes o preço de cada cópia. Como se o pirata fosse comprar tudo o que copiou se não o tivesse feito…

A pesquisa da Abes também mostrou que 70% dos entrevistados eram das classes C e D e 86% se valeram do programa para adquirir seu primeiro computador. Quanto vale para as empresas de software esse crescimento do mercado? E para o Brasil? Vale tanto que a primeira conclusão da pesquisa foi que o programa tem atingido seus objetivos gerais. Pena que isso não tenha recebido o menor destaque no press-release da Abes, mais interessada em reclamar da pirataria do que em comemorar o sucesso do “Computador para Todos”.

Quem cerceou a liberdade de escolha primeiro?
Melhor ainda é a declaração do presidente da entidade, Jorge Sukarie: “A ABES, em diversas oportunidades, já havia se manifestado no sentido de que a oferta de uma solução única, cerceando a liberdade de escolha do sistema operacional por parte do usuário do programa “Computador para Todos”, acabaria induzindo e estimulando o consumidor ao grave crime de pirataria de software…”

Será que Sukarie lembra que a Microsoft foi processada por obrigar integradores de PCs a comprar uma licença do Windows para cada computador que vendessem, efetivamente impedindo a popularização de sistemas operacionais alternativos? Por que será que ele não levantou a bandeira da “liberdade de escolha” naquela época? A mentalidade deve ser uma paródia do que Henry Ford dizia sobre a cor dos automóveis: você pode ter a escolha que quiser de sistema operacional, desde que seja o Windows. Ou vai dizer que Sukarie não sabia das práticas comerciais da Microsoft?

Claro que sabia… vejam este outro depoimento dele, que antes de presidir a Abes, já era presidente da Brasoftware, publicado no site oficial da Microsoft: “A Brasoftware é parceira da Microsoft desde o final dos anos 80. Mesmo antes de a empresa se estabelecer no Brasil (1989), a gente já vendia produtos da Microsoft.” Bons tempos aqueles do monopólio, né?

A ironia disso tudo é que, em minha humilde opinião, a maior preocupação da Microsoft nem deveria ser a pirataria doméstica de seu sistema operacional (que, como sabemos, estimula seu uso nas empresas), mas o fato de “apenas” 73% dos compradores dos “Computadores para Todos” terem trocado de sistema. Se o Governo conseguiu colocar micros mais baratos ao alcance da população e ainda por cima fazer 27% desses consumidores adotarem o Linux, merece ser aplaudido de pé!

Em tempo: eu não uso Linux, embora reconheça que deveria fazê-lo, mas sempre que posso tento fazer minha parte na divulgação do software livre. Minha última ação nesse sentido foi comprar uma camiseta com a estampa abaixo. Legal, né? Bill Gates não deve achar.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

Um manifesto pela reutilização da memória flash

October 29, 2006 on 6:23 pm | In colunas, forumpcs, gadgets, hardware | No Comments

Recebi, há umas duas semanas, um e-mail do site da Sony anunciando o lançamento de uma nova linha de aparelhos de som para automóveis. Apesar de não ligar muito para o assunto, me chamou a atenção o MEX-1GPX. Além de reproduzir MP3 e WMA, coisa que todo CD player atual deveria fazer, o modelo tem 1 GB de memória flash embutido na frente destacável, batizada de Gigapanel. Esta conta, ainda, com um conector USB que permite plugá-la direto ao computador para transferir músicas. Legal, né?

Nem tanto. Eu já tenho um produto da Sony com 1 GB de memória flash: meu PSP, em que uso um cartão Memory Stick Duo para guardar músicas e filmes, principalmente durante viagens. Se eu tivesse uma câmera digital da Sony, provavelmente teria um outro cartão desses (ou um Memory Stick “normal”) nela. E se não resisitr à tentação e comprar o K790i, celular de 3,2 megapixels da SonyEricsson, precisarei de um Memory Stick Micro (M2) de boa capacidade.

Já deu para entender aonde quero chegar? Como se não fosse ruim o suficiente a Sony ter inventado um formato proprietário de memória removível de que ninguém precisava e já ter subdividido o formato em três, agora resolveu lançar produtos com memória interna não removível. O som automotivo é o mais recente, mas o fenômeno vem de longa data, observado na imensa maioria dos MP3 players do mercado (de todos os fabricantes, é verdade).

Luz no fim do túnel?

Felizmente, o preço da memória flash vem caindo muito – aqui mesmo, no Brasil, já se compram SDs e CompactFlash de 1 GB por menos de R$ 100 (vendi meu primeiro, usado, por quatro vezes isso há um par de anos). Não fosse isso, ficaria bem mais revoltado em ter que comprar memórias diferentes para cada gadget e ainda pagar (o MEX-1GPX custa o dobro que quase todos os outros sons automotivos da Sony) pela que vem embutida em um aparelho que poderia perfeitamente contar com um leitor de cartões. Ainda que fosse do “padrão” Memory Stick!

Pelo menos quando o assunto é “pen-drive” ainda dá para escapar do desperdício de memória promovido pelos fabricantes. Sempre usei os próprios cartões de memória das câmeras digitais para levar arquivos de um lugar para o outro, mas isso exigia que eu carregasse comigo um leitor de cartões ou mantivesse um em casa e outro no trabalho. Minha namorada aprendeu a fazer o mesmo, mas se valendo do MobileMate, da Sandisk, um leitor de SDs e outros formatos menores extremamente compacto, praticamente do tamanho de um pendrive.

Agora, quando encomendei um SD de 1GB para minha digital compacta, aproveitei para dar um passo adiante: escolhi um cartão da linha SD + USB, da mesma Sandisk. Trata-se de um engenhoso SD Ultra 2 (aqueles mais rápidos, algo essencial para se transferir grandes volumes de dados) com um conector USB embutido. Basta dobrar para trás parte da metade em que ficam os contatos elétricos e espetar o cartão no computador, sem necessidade de leitores ou adaptadores. Engenhoso, não? Pena que não seja sempre assim.

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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