juliopreuss.com Blog » pressdelete http://juliopreuss.com/blog Um agregador do que escrevo por aí... Fri, 31 Jul 2009 15:07:41 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.4 en hourly 1 Já pensou em otimizar seu filho para buscas? http://juliopreuss.com/blog/2007/05/30/ja-pensou-em-otimizar-seu-filho-para-buscas/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/30/ja-pensou-em-otimizar-seu-filho-para-buscas/#comments Wed, 30 May 2007 21:48:29 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/30/ja-pensou-em-otimizar-seu-filho-para-buscas/ Search Engine Optimization (SEO) já é coisa do passado. Se você teve filho recentemente ou pretende ter, é hora de pensar em otimizá-lo para buscas. É o que David Berkowitz, da 360i, chamou de Baby Name Optimization na última edição do Search Insider, sua coluna no MediaPost.

A inspiração de Berkowitz foi uma nota do Boston.com, que, por sua vez, citava (mas não linkava) uma matéria do WallStreet Journal mencionando que futuros papais estavam buscando possíveis nomes de bebês para ver se os herdeiros teriam muita concorrência no Google.

O resultado foi uma lista com dez dicas de otimização de nomes de bebês, mas que também podem servir para produtos e marcas em geral. Como Berkowitz concluiu, se os profissionais de marketing muitas vezes se referem a seus produtos como “filhos”, agora podem pensar nos filhos como marcas.

PS: se alguém quiser a tradução da lista, deixe um comentário que eu providencio rapidinho. Fiquei com preguiça de traduzir sem saber se alguém vai ler :-) 

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/30/ja-pensou-em-otimizar-seu-filho-para-buscas/feed/ 0
Os maiores spammers do mundo http://juliopreuss.com/blog/2007/05/29/os-maiores-spammers-do-mundo/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/29/os-maiores-spammers-do-mundo/#comments Tue, 29 May 2007 13:23:50 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/29/os-maiores-spammers-do-mundo/ Se você mora nos Estados Unidos ou Europa (ou tem como e-mail principal um endereço .com), as 200 pessoas ou organizações desta lista são responsáveis por 80% do spam que você recebe. No meu caso, cerca de 3.200 mensagens por mês, já que só os filtros do Pobox barram 4 mil e-mails a cada 30 dias. Alguns são “falsos positivos”, mas o número de spams que escapam deve acabar compensando.

Entre os supostos top spammers estão três nomes brasileiros: um tal de Flavio Vale, da MKT Solutions, e a dupla Heik e Agnaldo Rosa de Almeida. O interessante é que o site mostra evidências da atividade questionável, histórico de inclusão e exclusão de “listas negras” e fornece diversas formas de contato com os acusados – de velhos números de ICQ ao endereço físico, provavelmente retirado de registros de domínios.

Será que vale a pena tentar falar com Flavio, Heik e Agnaldo para ouvir a versão deles da história?

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/29/os-maiores-spammers-do-mundo/feed/ 0
Dez motivos para comentar mais em blogs http://juliopreuss.com/blog/2007/05/28/dez-motivos-para-comentar-mais-em-blogs/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/28/dez-motivos-para-comentar-mais-em-blogs/#comments Mon, 28 May 2007 19:56:23 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/28/dez-motivos-para-comentar-mais-em-blogs/ A lista abaixo está aberta numa das tabs do meu Firefox há duas semanas, esperando que eu tivesse tempo de traduzir. O blogueiro profissional Chris Garrett incentivou seus leitores a comentarem mais em blogs em geral. Propôs que, durante uma semana, tentassem comentar mais e mais a cada dia e acompanhassem o resultado. Na semana seguinte, apresentou dez razões pelas quais considera o ato de comentar bom para blogueiros:

1 – É a coisa certa a fazer – as pessoas reclamam de não ter comentários suficientes em seus próprios blogs, mas não dedicam tempo suficiente a comentar nos outros. Todos nós gostamos de atenção e um eventual tapinha nas costas por um trabalho bem feito. Trate os outros como você gostaria de ser tratado!

2 – Fazer amigos e influenciar pessoas – blogar é, em parte, uma atividade de networking. As pessoas têm mais probabilidade de linkar para você (ou mais) se elas tiverem ouvido falar de você. Apareça, faça amigos.

3 – Cliques - as pessoas clicam no seu link para ver sobre o que mais você escreve. Óbvio, mas verdadeiro.

4 – Desenvolver um olhar blogueiro – encontre o ponto de interesse de uma história. Ao comentar, você está treinando seu cérebro a pensar em algo interessante.

5 – Criar conteúdo comentável - observando os posts em que você comentou e aqueles em que não comentou (ou não conseguiu, por mais duro que tentasse!) você desenvolve uma percepção do que funciona para atrair comentários.

6 – Comentários = idéias - você conseguiu comentar. O seu comentário poderia ser expandido para um post?

7 – Você nunca sabe quem está lendo - me espanta quem lê meus comentários em blogs obscuros que eu achava que só eu e um punhado de pessoas liam. Meus comentários num blog renderam um trabalho de consultoria. Você nunca sabe a não ser que tente.

8 – O que você dá, você recebe mais – eu acredito fortemente que o que você faz retorna pra você. Você receberá mais comentários. Experimente.

9 – Manter-se em forma – exercite seus músculos de escritor, quanto mais praticar, mais você melhora. Comentários devem ser curtos, rápidos, diretos ao ponto e produzir um impacto. São testes excelentes para sua habilidade de redação.

10 – Comentar em blogs novos para perspectivas novas – se você está sempre entre a mesma turma, inevitavelmente verá os mesmos pensamentos refletidos vez após vez. Liberte-se! Eu recomendo que as pessoas comentem em novos blogs a cada dia. Ao não comentar sempre nos mesmos blogs, ou especialmente estabelecer o objetivo de comentar em novos blogs do que na véspera, você será forçado a sair da suas zona de conforto de leitura de blogs e visitar novos blogs. Isso lhe expõe a novas idéias, formas diferente de ver as coisas e, quem sabe, uma saída da câmara de eco.

Garrett reuniu algumas justificativas interessantes aos conselhos óbvios que poderiam ser resumidos em “comente para ser comentado”, mas o melhor de tudo acho que foi a proposta da experiência de uma semana. Pelos próximos sete dias, vou me dedicar mais aos comentários e ver o que acontece. Se você quiser fazer o mesmo, pode começar aqui mesmo! :-)

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/28/dez-motivos-para-comentar-mais-em-blogs/feed/ 1
ONG libera milhares de fotos do Smithsonian http://juliopreuss.com/blog/2007/05/23/ong-libera-milhares-de-fotos-do-smithsonian/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/23/ong-libera-milhares-de-fotos-do-smithsonian/#comments Wed, 23 May 2007 13:08:40 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/23/ong-libera-milhares-de-fotos-do-smithsonian/ Precisando de fotos de domínio público para ilustrar alguma coisa? De insetos a pessoas famosas, de sapos a dinossauros, de mineração e minérios a dinheiro, passando por aviões, estruturas e muito mais, o FlickR acaba de ganhar 6288 imagens de primeiríssima qualidade, direto da coleção do Smithsonian Institute.

O mérito é da Public.Resource.Org, uma instituição sem fins lucrativos que resolveu desafiar os avisos de restrição a cópias do site do Smithsonian, argumentando que o trabalho de profissionais pagos pelo governo americano é, por definição, de domínio público, não podendo ser protegido por copirráites. É verdade: as imagens da Nasa que eu usei no meu livro, no capítulo sobre a história da fotografia digital, nem precisaram de autorização.

Além de subir todas as fotos para o FlickR, a Public.Resource comprou a versão em alta resolução de algumas e as liberou para download em seu ftp, junto com um tarball de todas as outras. E pretende continuar fazendo isso, como parte de uma campanha para convencer o Smithsonian a liberar toda sua coleção.

Via Law.com

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/23/ong-libera-milhares-de-fotos-do-smithsonian/feed/ 0
Mundos virtuais terão 50 milhões de habitantes até 2011. E isso ainda é pouco http://juliopreuss.com/blog/2007/05/22/mundos-virtuais-terao-50-milhoes-de-habitantes-ate-2011-e-pouco/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/22/mundos-virtuais-terao-50-milhoes-de-habitantes-ate-2011-e-pouco/#comments Tue, 22 May 2007 21:43:32 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/22/mundos-virtuais-terao-50-milhoes-de-habitantes-ate-2011-e-pouco/ Estudo do Gartner de quase um mês atrás (desculpem o atraso) prevê que, daqui a apenas quatro anos, 80% dos internautas ativos terão avatares em mundos virtuais (não necessariamente no Second Life, eles frisaram).

O instituto de pesquisa ainda enumerou cinco leis para guiar as estratégias de empresas que pretendam se estabelecer nesses mundos – se alguém as quiser ler traduzidas, é só deixar um comentário pedindo que assim que der eu providencio.

Wagner James Au, do GigaOM, conversou com o analista do Gartner para entender melhor o conceito de “internautas ativos” e descobriu que foram considerados só os “heavy users”, todos conectados por banda larga. Assim, o percentual perde o impacto!

Já a população de 50 milhões, que Wagner comparou aos 20 milhões do coreano Cyworld, 8 milhões do World of Warcraft e 7 milhões do Habbo Hotel (e eu acrescento os 6,6 milhões do Second Life), nem é tão maior que a que já existe hoje. Segundo ele, uma outra analista prevê que só a China terá 26 milhões de pessoas virtuais em 2011. Nada como um bom olhar crítico sobre os destaques dessas pesquisas…

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/22/mundos-virtuais-terao-50-milhoes-de-habitantes-ate-2011-e-pouco/feed/ 1
Sete dicas de gestão de comunidades (tradução) http://juliopreuss.com/blog/2007/05/21/sete-dicas-de-gestao-de-comunidades-traducao/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/21/sete-dicas-de-gestao-de-comunidades-traducao/#comments Mon, 21 May 2007 11:05:22 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/21/sete-dicas-de-gestao-de-comunidades-traducao/ Escrevi, na semana passada, sobre um belo apanhado de dicas de gestão de comunidade que Matthew Haughey havia postado no Fortuitous e prometi publicar uma tradução completa, já devidamente autorizada por Matt. Aqui vai, então, a tradução por Miriam Medeiros, que já nos havia brindado com a versão em português de O que é a Web 2.0. Se alguém precisar de serviços de tradução, escreva para ela.

ALGUMAS DICAS DE COMUNIDADE PARA 2007
Sete dicas de como administrar uma comunidade bem sucedida
por Matthew Haughey

Fique de olho em com quem você fala, no que foi dito e na sua próxima ação

A mais ou menos cada ano eu escrevo um longo post, ou faço uma apresentação em uma conferência a respeito de comunidade. Cada vez que abordo o assunto, pego o que já escrevi a respeito e acrescento coisas que aprendi recentemente ou que já havia aprendido havia tempos mas que só recentemente me dei conta. Preparando-me para uma próxima apresentação, decidi escrever o que aprendi ou percebi nos últimos 12 meses. Suspeito que eu vá retomar esse assunto muitas vezes nesse blog, mas queria deflagrar essa primeira abordagem ao tema de comunidade com uma lista de coisas sobre as quais venho pensando ultimamente mas sobre as quais pouco escrevi até o momento. Se você quiser uma lista de dicas introdutórias, uma das minhas primeiras tentativas foi esta de 2001. Considere esta mais como uma lista de dicas avançadas.

Antes de começarmos, deixe-me divagar um pouco. Eu detesto a expressão “conteúdo gerado pelo usuário” (User Generated Content). Nunca a emprego quando falo sobre o assunto e nunca vou empregar esta expressão mesmo quando estiver escrevendo sobre ela. Considero-a uma expressão pejorativa que revela muito sobre a pessoa que a utiliza. Faz com que membros do seu site sintam-se como dóceis robôs que geram conteúdo que você transforma em dinheiro. O termo adequado (respeitoso) é comunidade e administrar uma comunidade é um verdadeiro desafio. Se estiver construindo uma comunidade, você deve gostar dela e ser seu melhor participante. Criar um espaço que outros vão compartilhar e que você tem que alimentar, e ainda recompensar seus melhores contribuidores, exige muito esforço e paciência. É um trabalho basicamente humano com poucos ou nenhum atalho técnico. Ok, voltemos às dicas.

1. Remova a emoção das decisões

É desnecessário dizer que, se você quiser administrar uma comunidade bem sucedida, você tem que ser muito paciente com as pessoas e lhes conceder uma segunda chance e o benefício da dúvida. Também é vital para a saúde da comunidade que você não tome decisões precipitadas ou mesmo decisões meramente racionais que possam dar a impressão de que você está agindo sem pensar. Isso pode se tornar um desafio, no caso de comunidades administradas por uma única pessoa. Não importa quão paciente você for, é inevitável que, algum dia, você encontre um troll tentando se divertir à custa do seu site ou alguém que copie seu RSS ou layout ou que faça falsas alegações no seu site, e seu primeiro impulso será o de atacar o usuário causador dos problemas, cancelar a conta dele e apagar o que ele tiver escrito.

Durante os três ou quatro primeiros anos do MetaFilter, de vez em quando eu sucumbi à emoção, geralmente tarde da noite depois de um longo dia, ou bem no início da manhã, antes que eu estivesse totalmente acordado. Acontecia de eu ler (ou não ler direito, como é freqüentemente o caso de textos simples que não transmitem o modo com que se queria dizer alguma coisa) e interpretar como questão pessoal ou interpretar mal e revidar. O resultado costumeiro era que eu parecia um idiota, um bando de usuários discordavam de mim e, um pouco depois, eu percebia que tinha errado e me desculpava.

Depois que admiti outros moderadores, tudo ficou infinitamente mais fácil. Sempre que alguma coisa me irritava no site eu tinha alguém a quem encaminhar. Outros moderadores geralmente não sentiam o que tinha me atingido e podiam fazer um julgamento imparcial a respeito de se alguma coisa deveria, ou não, ser feita. Se você não tem outros moderadores, uma boa idéia é esperar um pouco antes de tomar decisões, sempre que você estiver se sentindo reativo. Depois de alguns anos cometendo erros, eu esperava até a manhã seguinte sempre que via, tarde da noite, alguma coisa de que eu não gostava. Caso acontecesse logo no início da manhã, eu propositalmente adiava a decisão até a hora do almoço. Em quase todos os casos, quando eu ia rever a questão, outros participantes já haviam lidado com ela ou eu percebia que havia tido, de início, uma reação errada.

2. Fale como um ser humano, não como um robô

Se você decide afastar as suas emoções pessoais no caso de importantes decisões de moderação, é claro que você corre o risco de ir longe demais. Ninguém quer participar de uma comunidade administrada por um robô insensível.

“Seja humano” é um conselho popular sobre o qual tenho lido e que tenho ouvido em conferências este ano e voltarei ao assunto mais adiante. É entretanto importante que os participantes da sua comunidade saibam que seus líderes também são humanos. Esse conselho pode ser expresso de diversos modos:

Quando tomar decisões de moderação não cite Termos de Uso ou códigos legais ipsis litteris. Seja honesto e empregue exatamente os mesmos termos que você usaria se estivesse falando pessoalmente com alguém à sua frente. Escrever: “Ei cara, apreciamos seu entusiasmo, mas o que você está fazendo não é uma boa porque …” é bem melhor do que escrever: “Segundo os termos de adesão de usuário, você deve parar de importunar outros participantes, de acordo com a Seção 10.9.a…”.

Identifique os erros no seu site e torne-os mais amigáveis para os usuários, no lugar da linguagem padrão – mensagens críticas criptografadas. Coloque seu e-mail (ou o de um desenvolvedor, se não foi você quem programou) nas mensagens de erro, de modo que as pessoas possam avisá-lo quando encontrarem um bug e ajudá-lo a corrigir (claro que você também poderia enviar um relatório automático para os desenvolvedores via servidor, sempre que se encontrassem erros, mas os visitantes também devem ter a opção de contato direto).

Seja o melhor participante do seu site. Conduza através do exemplo, participando o mais que puder da sua própria comunidade. É uma ótima maneira de atrair outros participantes bem intencionados do seu site, e também relembra às pessoas que um ser real está por trás de tudo, construindo a melhor comunidade possível para todos. Seja honesto com os outros participantes e lhes dê apoio. Quando penso em todas as comunidades a que pertenço, as de que mais gosto são aquelas em que eu vejo os criadores participando diariamente.

3. Dê às pessoas algo de que se possam orgulhar

Se eu tivesse que dar uma explicação de porque os blogs de jornais são cheios de lengalengas esquisitas postadas anonimamente, eu diria que a chave está em ter um espaço para comentário genérico. Quase todas as comunidades para as quais eu contribuo oferecem uma página abrangente para o perfil/histórico do usuário, deixando os participantes personalizarem o conteúdo à sua maneira de forma que seu perfil reflita sua personalidade. Quando penso nos sites tradicionais de notícias, TV e jornal requisitando comentários dos leitores, ainda não encontrei nada parecido nem mesmo a um site de comunidade básico. O New York Times pede que eu me cadastre para poder ler a maioria das histórias, mas o seu sistema de blog me apresenta um espaço para comentário genérico em branco quando eu quero comentar em um post.

Eu gostaria de ver um grande jornal como o NYT implementar um verdadeiro sistema de comunidade. A partir do meu login atual do NYT, adoraria ter, no site, uma página com meu perfil, ligada a qualquer comentário que eu deixasse em um blog ou artigo que eu escrevi para o jornal (Tenho certeza que estou em minoria em relação a essa idéia mas há colaboradores do NYT que também participariam ativamente no site). Deixe-me listar o endereço do meu blog e acompanhe qualquer post que eu faça sobre artigos do NYT na minha página/perfil (o NYT já tem, no seu site, um recurso de “mais blogados”) Fique à vontade para me apontar anúncios que realmente fariam sentido (por exemplo: eu não moro em NYC, mas eu vejo anúncios de NYC no site – você pode querer me mandar ofertas de entrega ou anúncios genéricos dirigidos aos não moradores da cidade) com base no meu perfil.

Se, em um site de jornal, você desse aos leitores uma verdadeira página de perfil em um sistema de comunidade real, desconfio que a qualidade das contribuições melhoraria muito. Claro que você ainda teria trolls e pichadores tentando deturpar o sistema, mas o restante dos leitores iria postar material de melhor qualidade e com maior freqüência. Ei, você poderia até deixar os leitores conectarem-se com amigos que também lêem o site e oferecer ferramentas úteis aos participantes (tal como “seus amigos gostaram dos seguintes artigos”) como também ganhar tráfico adicional de visitas repetidas dos participantes.

4. Envolva os usuários durante decisões da comunidade

Se o caso do fiasco da chave de proteção criptográfica do HD-DVD no Digg nos servir de lição, aprendemos que não se podem tomar decisões precipitadas de cima para baixo e esperar que sua comunidade reaja numa boa. Na MetaFilter eu administro um fórum inteiro devotado a discutir o próprio site. Lá eu lanço novas idéias e novos aperfeiçoamentos de UI e qualquer um pode começar um tópico sobre algum aspecto do site. Quando tenho que tomar uma decisão difícil, menciono isso em um novo tópico, recebo a reação dos participantes e geralmente configuro o resultado final baseado nesses feedbacks. Como o blog Satisfaction descreveu, se Kevin Rose tivesse postado alguma coisa dizendo “ei, estamos num impasse – estamos ameaçados por uma ação legal a respeito de uma mensagem e gostaríamos de removê-la para cumprir a ordem”, ainda teria havido uma certa gritaria (e é por isso que existem coisas como o Chilling Effects), mas não teria chegado nem perto da reação que eles sofreram.

Acolher a opinião de usuários dá aos donos de comunidade um valioso feedback e proporciona aos participantes mais uma forma positiva de contribuição para a comunidade.

5. O trabalho de moderador é em tempo integral

Não subestime a quantidade de trabalho envolvido em manter, moderar e acompanhar uma comunidade. Geralmente uma pessoa sozinha pode criar, desenvolver e lançar o site de uma comunidade nova em poucos meses e passar a maior parte dos dias, consertando bugs e criando recursos novos. Uma vez que a comunidade se torna um lugar fervilhante com milhares de usuários – se ainda for uma só pessoa a administrar a comunidade – as chances são de que já não tenha mais nenhum tempo para programar.

Se você já tem um site ou serviço ao qual você está planejando acrescentar uma comunidade ou um componente social, não espere que uma pessoa já comprometida com uma rotina cheia de trabalho vá simplesmente assumir a comunidade e dedicar um tempinho aqui e ali para mantê-la. É melhor apostar em designar uma pessoa em tempo integral para a função.

6. Métricas distribuem o trabalho

Quando o trabalho de moderação for em tempo integral, ajuda se o fizermos ser o mais simples possível, já que moderadores nunca têm tempo suficiente para fiscalizar tudo. Na maioria dos websites de comunidade, ninguém consegue ler tudo que é postado em todos os lugares. Se você já usou o Craigslist, provavelmente já encontrou links inócuos do tipo “denuncie esta mensagem” colocados nas margens dos posts. No ano passado, eu me inspirei no Craiglist e implementei um sistema simples de denúncia no MetaFilter. É um mecanismo básico que dá à comunidade uma canal de fiscalização e, além do simples ato de conferir aos usuários o poder de ajudá-lo a moderar um grande site, construindo o pacote de ferramentas certo, você consegue economizar uma montanha de tempo e de estresse na moderação de conteúdo.

Meu sistema de denúncia grava a identidade do item que está sendo marcado, a pessoa que está fazendo a denúncia e a pessoa que escreveu o item. Com esses dados posso criar várias visões visões úteis para os dados. A mais simples consiste em fazer uma cadeia de itens recentemente denunciados e usar como medidor do que for acontecendo. Mais útil ainda é começar a agrupar as coisas com base nos índices totais de denúncia e aí selecionar os mais denunciados em um curto espaço de tempo. Isso nos dá um instantâneo dos pontos focais recentes e se revelou a mais útil de todas as ferramentas. Com os dados do autor do item, você também pode tanto compilar listas dos usuários que, desde o início, foram problema, assim como dos usuários mais problemáticos do último mês. Descobri que, olhando os dados dos últimos 30 dias, pode-se facilmente ver se alguém cometeu só um ou dois erros na comunidade (se todos denunciaram os mesmos itens que eles escreveram) ou se são mais um tipo de problema crônico no site (se muitas pessoas denunciam um monte de suas contribuições). Todas essas ferramentas estão disponíveis em um painel de controle na interface administrativa.

Por outro lado, também implementei um sistema de favoritos no site todo e faço coisas semelhantes para divulgar as melhores partes do site (favoritos são inteiramente públicos, denúncias não). As métricas são ferramentas tremendamente úteis e de fácil implementação. A parte mais difícil é resolver o que fazer com os dados e escrever as queries SQL necessárias para obter o que você precisa.

7. Recomendações, não regras

Embora possa parecer uma simples questão de semântica, eu pessoalmente evito administrar uma comunidade com base em regras rígidas e rápidas e, ao contrário, tento conduzir os participantes a seguirem as normas da comunidade, através de uma forma mais solta de recomendação. Isso geralmente funciona para a maioria dos participantes que desejam uma comunidade agradável e respeitosa. Quando você envereda pelo caminho dos absolutos e das regras, acaba rapidamente em duas posições ruins. 1) aparecem os tipos extremos de amantes do direito / engenharia que vão argumentar e interpretar indefinidamente as regras e infringi-las só para ver o que acontece. Essas pessoas vão enlouquecê-lo. 2) Você vai se ver em uma situação em que vai ter que tomar uma decisão ruim e que você sabe que não é justa mas que você tem que fazer porque diz respeito a uma das Regras que Foram Quebradas. Recomendações, por outro lado, admitem nuances e, embora seja difícil colocar nuances em escala, dentro de um ambiente amplo de comunidade, é um outro modo de administrar um site como humano, e não como robô.

Eu já estive nos dois lados dessa questão, como usuário e como criador de comunidade, tanto com regras como com recomendações, e prefiro o enfoque mais relaxado das recomendações. Escreva uma página de coisas que você considera “formas de ser um participante valioso para esta comunidade” e “coisas que provavelmente você não deveria fazer” e, quando necessário, explique o enfoque mas não se incomode em apresentar uma lista de cem coisas que podem e que não podem ser feitas porque quando você começa a enveredar pelo caminho de regras, mesmo que poucas, você vai rapidamente acabar no alto de uma pilha de regras que constantemente terão que ser suplementadas para satisfazer os seus participantes mais polemizadores e, ao mesmo tempo, vai ver que essas regras vão cerceá-lo e forçá-lo a punir pessoas que só as infringiram acidentalmente.

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/21/sete-dicas-de-gestao-de-comunidades-traducao/feed/ 0
A velha mídia não morreu: 10 novas utilidades para os jornais http://juliopreuss.com/blog/2007/05/18/a-velha-midia-nao-morreu-10-novas-utilidades-para-os-jornais/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/18/a-velha-midia-nao-morreu-10-novas-utilidades-para-os-jornais/#comments Fri, 18 May 2007 21:58:04 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/18/a-velha-midia-nao-morreu-10-novas-utilidades-para-os-jornais/ Ontem minha namorada ligou para o call-center de um jornal que tínhamos assinado para ganhar milhas para solicitar o cancelamento da assinatura. O atendente-robô, claro, tentou demôve-la da idéia a todo custo, apesar de ela ter dito desde o início que nunca quis o jornal porque só lê notícias na internet. O argumento final foi de que o único uso que estávamos dando a ele era enxugar o xixi dos cachorros. “Senhora, não diga isso”, respondeu o coitado. E cancelou a assinatura.

Quando ela me contou o diálogo, lembrei da lista que reproduzo a seguir, com a devida autorização. A sacada foi de Netanel Jacobsson, do Net. e da Mash Up Media, que tirou as dicas do Real Simple, transformando as utilidades em piada:

  1. Desodorizar recipientes de comida – coloque uma bola de jornal no pote ou marmita, feche e deixe assim durante a noite.
  2. Amadurecer tomates – embale-os indiviudalmente e deixe a temperatura ambiente
  3. Embalar itens delicados – enrole quadros e bibelôs em várias folhas de jornal e amasse o restante para preencher o espaço que sobrar na caixa
  4. Limpar sujeiras difíceis do vidro – use jornal e limpa-vidro para limpar espelhos e janelas
  5. Preservar vidro antigo – algumas molduras antigas têm um acabamento no vidro que pode ser danificado pelos limpadores. Remova manchas esfregando jornal molhado em uma mistura de vinagre com água morna. Deixe secar sozinho.
  6. Secar sapatos – encha-os de jornal amassado durante a noite
  7. Embalar presentes – use os quadrinhos para embalar presentes para crianças e as notícias sobre casamentos para presentes de noivado
  8. Criar um lar para botas de neve enlameadas – durante o inverno, mantenha uma pilha de jornais perto da entrada. Quando seus pequenos bonecos de neve chegarem em casa, podem jogar suas coisas no jornal em vez de fazer poças no chão
  9. Preparar um jardim – no outono, corte uma área do gramado para fazer um canteiro. Cubra com quatro camadas de jornal, depois uma camada de quatro polegadas de folhas picadas. Molhe com a mangueira. Na primavera, esse cobertor orgânico terá amolecido as raízes da grama e o canteiro estará pronto para o plantio.
  10. Manter a gaveta de vegetais limpa e sem cheiro – cubra o fundo com jornal.

Quem disse que os jornais estão mortos? A lista acima prova que eles podem ser realmente úteis no cotidiano.

E olha que ele nem falou nos usos mais comuns, como embrulhar peixe ou aparar as necessidades de animais de estimação :-)

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/18/a-velha-midia-nao-morreu-10-novas-utilidades-para-os-jornais/feed/ 0
Proteção contra cópia de conteúdo de blogs http://juliopreuss.com/blog/2007/05/17/protecao-contra-copia-de-conteudo-de-blogs/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/17/protecao-contra-copia-de-conteudo-de-blogs/#comments Thu, 17 May 2007 02:38:10 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/17/protecao-contra-copia-de-conteudo-de-blogs/ Assisti hoje a uma discussão sobre o uso de ferramentas para reproduzir posts de um conjunto de blogs em um outro, automaticamente. A intenção nem era fazer blog scraping, a abominável prática de roubar conteúdo alheio para aumentar a relevância de seu site, mas agregar posts de vários blogs “irmãos” sob uma única home. Vão testar o RSStoBlog, um programa vendido num site pra lá de tosco, para ver se resolve. Depois eu conto o resultado.

Mas o assunto me lembrou um selo que observei dias atrás num blog americano: “Page protected by Copyscape. Do not copy”. Tratei de pesquisar o tal de Copyscape e descobri que é uma ferramenta de busca de conteúdo plagiado. Você fornece a URL do seu site e ele faz uma busca pelo seu texto, dedurando os possíveis plagiadores. O serviço gratuito é limitado a 20 buscas por mês e retorna apenas quatro resultados para cada, mas já dá para ver como funciona.

Testei com este blog mesmo e os resultados de fato eram cópias do meu conteúdo. Duas oficiais, nos sites de onde reproduzo minhas próprias colunas, e duas cópias indevidas desses mesmos sites. Na versão paga (US$ 0,05 por busca, comprados em créditos pré-pagos), dá para automatizar as buscas, receber alertas de cópia e manter um registro das providências tomadas em cada caso.

Só que o serviço, na verdade, não previne nada – apenas ajuda a descobrir as cópias, coisa que se pode fazer direto no Google, com um pouco mais de trabalho. O efeito preventivo somente existirá se os banners tiverem alguma influência psicológica/moral sobre o copiador em potencial. Será que alguém deixa de plagiar um site só por causa de um aviso desses, ou isso não assusta ninguém?

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/17/protecao-contra-copia-de-conteudo-de-blogs/feed/ 0
Como evitar que idiotas tomem o controle de sua comunidade http://juliopreuss.com/blog/2007/05/16/como-evitar-que-idiotas-tomem-o-controle-de-sua-comunidade/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/16/como-evitar-que-idiotas-tomem-o-controle-de-sua-comunidade/#comments Wed, 16 May 2007 14:51:02 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/16/como-evitar-que-idiotas-tomem-o-controle-de-sua-comunidade/ A coluna de Cory Doctorow na Information Week dá algumas dicas de gestão de comunidades e um artigo do Fortuito.us indicado pelo Thales faz uma análise mais detalhada, enumerando os seguintes princípios:

  1. Deixe a emoção de fora das decisões
  2. Fale como humano, não como robô
  3. Dê as pessoas algo de que se orgulharem
  4. Inclua os usuários nas decisões sobre a comunidade
  5. Moderação é um trabalho de tempo integral
  6. Métricas distribuem o trabalho
  7. “Guidelines”, não regras.

Pedi autorização ao Matt para traduzir o post inteiro e ele deixou. Não percam, nos próximos dias, neste mesmo espaço.

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/16/como-evitar-que-idiotas-tomem-o-controle-de-sua-comunidade/feed/ 1
Googleabout, o eliminador de links patrocinados http://juliopreuss.com/blog/2007/05/15/googleabout-o-eliminador-de-links-patrocinados/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/15/googleabout-o-eliminador-de-links-patrocinados/#comments Tue, 15 May 2007 20:33:07 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/15/googleabout-o-eliminador-de-links-patrocinados/ Dica de Amit Agarwal, do Digital Inspiration: o parâmetro “?output=googleabout” após uma URL de busca do Google faz o buscador achar que se está pesquisando em sua área institucional e, portanto, não exibir links patrocinados do AdWords/AdSense no resultado.

Experimente: google.com/search?output=googleabout

Fiz o teste procurando por “câmera digital”. Compare o resultado normal com o filtrado.

]]>
http://juliopreuss.com/blog/2007/05/15/googleabout-o-eliminador-de-links-patrocinados/feed/ 0