juliopreuss.com Blog » Uncategorized http://juliopreuss.com/blog Um agregador do que escrevo por aí... Fri, 31 Jul 2009 15:07:41 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.4 en hourly 1 ɐɔǝqɐɔ ɐ ɹɐɹıʌ ǝp (de virar a cabeça) http://juliopreuss.com/blog/2007/07/03/%c9%90%c9%94%c7%9dq%c9%90%c9%94-%c9%90-%c9%b9%c9%90%c9%b9i%ca%8c-%c7%9dp-de-virar-a-cabeca/ http://juliopreuss.com/blog/2007/07/03/%c9%90%c9%94%c7%9dq%c9%90%c9%94-%c9%90-%c9%b9%c9%90%c9%b9i%ca%8c-%c7%9dp-de-virar-a-cabeca/#comments Tue, 03 Jul 2007 23:07:15 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/07/03/%c9%90%c9%94%c7%9dq%c9%90%c9%94-%c9%90-%c9%b9%c9%90%c9%b9i%ca%8c-%c7%9dp-de-virar-a-cabeca/ oxıǝ oɹʇno ɯǝ sɐɯ ‘ɯoɔ.boob1ǝ o ɐɹqɯǝ1 .opıʇɹǝʌıp sɐɯ ‘1ıʇnuı

Traduzindo, para quem não entendeu ou viu num browser que não aceita a brincadeira:

Inutil, mas divertido. Lembra o elgoog.com, mas em outro eixo

Experimente!

Via Boing Boing

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XBox Live: videogame é só o começo http://juliopreuss.com/blog/2007/05/31/xbox-live-videogame-e-so-o-comeco/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/31/xbox-live-videogame-e-so-o-comeco/#comments Thu, 31 May 2007 19:48:55 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/31/xbox-live-videogame-e-so-o-comeco/ O XBox 360 já foi assunto de uma avaliação do Ponto de Teste, na época de seu lançamento , mas a empolgação com o console e os primeiros games para ele que não se falou o suficiente da Live, a rede de diversão online que a Microsoft criou para interligar os jogadores. Agora, com a Live atualizada, o videogame já distribuído regularmente no Brasil e muito amigos com quem jogar, é hora de reexaminar esse universo.

A porta de entrada para a XBox Live é uma conexão de banda larga. Se você já tem uma rede doméstica para compartilhar o acesso à Internet, é só plugar o cabo fornecido com o console no roteador. Caso você tenha uma rede sem fios e o videogame esteja em outro cômodo, não é preciso cabear a casa inteira: basta comprar o adaptador Wi-Fi opcional, encaixá-lo na traseira do console e entrar na rede via conexão 802.11g.

Leia o teste completo no WNews

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Dez motivos para comentar mais em blogs http://juliopreuss.com/blog/2007/05/28/dez-motivos-para-comentar-mais-em-blogs/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/28/dez-motivos-para-comentar-mais-em-blogs/#comments Mon, 28 May 2007 19:56:23 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/28/dez-motivos-para-comentar-mais-em-blogs/ A lista abaixo está aberta numa das tabs do meu Firefox há duas semanas, esperando que eu tivesse tempo de traduzir. O blogueiro profissional Chris Garrett incentivou seus leitores a comentarem mais em blogs em geral. Propôs que, durante uma semana, tentassem comentar mais e mais a cada dia e acompanhassem o resultado. Na semana seguinte, apresentou dez razões pelas quais considera o ato de comentar bom para blogueiros:

1 – É a coisa certa a fazer – as pessoas reclamam de não ter comentários suficientes em seus próprios blogs, mas não dedicam tempo suficiente a comentar nos outros. Todos nós gostamos de atenção e um eventual tapinha nas costas por um trabalho bem feito. Trate os outros como você gostaria de ser tratado!

2 – Fazer amigos e influenciar pessoas – blogar é, em parte, uma atividade de networking. As pessoas têm mais probabilidade de linkar para você (ou mais) se elas tiverem ouvido falar de você. Apareça, faça amigos.

3 – Cliques - as pessoas clicam no seu link para ver sobre o que mais você escreve. Óbvio, mas verdadeiro.

4 – Desenvolver um olhar blogueiro – encontre o ponto de interesse de uma história. Ao comentar, você está treinando seu cérebro a pensar em algo interessante.

5 – Criar conteúdo comentável - observando os posts em que você comentou e aqueles em que não comentou (ou não conseguiu, por mais duro que tentasse!) você desenvolve uma percepção do que funciona para atrair comentários.

6 – Comentários = idéias - você conseguiu comentar. O seu comentário poderia ser expandido para um post?

7 – Você nunca sabe quem está lendo - me espanta quem lê meus comentários em blogs obscuros que eu achava que só eu e um punhado de pessoas liam. Meus comentários num blog renderam um trabalho de consultoria. Você nunca sabe a não ser que tente.

8 – O que você dá, você recebe mais – eu acredito fortemente que o que você faz retorna pra você. Você receberá mais comentários. Experimente.

9 – Manter-se em forma – exercite seus músculos de escritor, quanto mais praticar, mais você melhora. Comentários devem ser curtos, rápidos, diretos ao ponto e produzir um impacto. São testes excelentes para sua habilidade de redação.

10 – Comentar em blogs novos para perspectivas novas – se você está sempre entre a mesma turma, inevitavelmente verá os mesmos pensamentos refletidos vez após vez. Liberte-se! Eu recomendo que as pessoas comentem em novos blogs a cada dia. Ao não comentar sempre nos mesmos blogs, ou especialmente estabelecer o objetivo de comentar em novos blogs do que na véspera, você será forçado a sair da suas zona de conforto de leitura de blogs e visitar novos blogs. Isso lhe expõe a novas idéias, formas diferente de ver as coisas e, quem sabe, uma saída da câmara de eco.

Garrett reuniu algumas justificativas interessantes aos conselhos óbvios que poderiam ser resumidos em “comente para ser comentado”, mas o melhor de tudo acho que foi a proposta da experiência de uma semana. Pelos próximos sete dias, vou me dedicar mais aos comentários e ver o que acontece. Se você quiser fazer o mesmo, pode começar aqui mesmo! :-)

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ONG libera milhares de fotos do Smithsonian http://juliopreuss.com/blog/2007/05/23/ong-libera-milhares-de-fotos-do-smithsonian/ http://juliopreuss.com/blog/2007/05/23/ong-libera-milhares-de-fotos-do-smithsonian/#comments Wed, 23 May 2007 13:08:40 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/05/23/ong-libera-milhares-de-fotos-do-smithsonian/ Precisando de fotos de domínio público para ilustrar alguma coisa? De insetos a pessoas famosas, de sapos a dinossauros, de mineração e minérios a dinheiro, passando por aviões, estruturas e muito mais, o FlickR acaba de ganhar 6288 imagens de primeiríssima qualidade, direto da coleção do Smithsonian Institute.

O mérito é da Public.Resource.Org, uma instituição sem fins lucrativos que resolveu desafiar os avisos de restrição a cópias do site do Smithsonian, argumentando que o trabalho de profissionais pagos pelo governo americano é, por definição, de domínio público, não podendo ser protegido por copirráites. É verdade: as imagens da Nasa que eu usei no meu livro, no capítulo sobre a história da fotografia digital, nem precisaram de autorização.

Além de subir todas as fotos para o FlickR, a Public.Resource comprou a versão em alta resolução de algumas e as liberou para download em seu ftp, junto com um tarball de todas as outras. E pretende continuar fazendo isso, como parte de uma campanha para convencer o Smithsonian a liberar toda sua coleção.

Via Law.com

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Final de Lost é revelado no CES http://juliopreuss.com/blog/2007/01/09/final-de-lost-e-revelado-no-ces/ http://juliopreuss.com/blog/2007/01/09/final-de-lost-e-revelado-no-ces/#comments Tue, 09 Jan 2007 17:28:42 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/01/09/final-de-lost-e-revelado-no-ces/ A programação de ontem do Consumer Electronics Show terminou com a apresentação de Robert Iger, presidente da Disney. A palestra foi repleta de vídeos superproduzidos e participações especiais de celebridades das várias propriedades da empresa – de apresentador de TV a diretor de cinema. Mas ninguém arrancou mais aplausos da platéia do que o casal Evangeline Lilly e Matthew Fox – Kate e Jack, de Lost.

A dupla subiu ao palco depois de Iger mostrar um vídeo em que Kate e Sawyer apareciam conversando sobre o que fariam ao deixar a ilha. Kate queria ir a Las Vegas, participar do CES, claro. Em seguida, Sayid finalmente consegue arrancar de Henry Gale o segredo da ilha, mas um suposto problema técnico impediu o público de saber a resposta. Ah, o show-business :-)

Veja mais fotos no 8P do CES

Post originalmente publicado no .BR, o blog de Tecnologia do G1

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A despedida de Bill Gates http://juliopreuss.com/blog/2007/01/08/a-despedida-de-bill-gates/ http://juliopreuss.com/blog/2007/01/08/a-despedida-de-bill-gates/#comments Mon, 08 Jan 2007 17:29:51 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2007/01/08/a-despedida-de-bill-gates/ O Consumer Electronics Show só começa pra valer amanhã, mas o evento mais concorrido foi hoje: a apresentação “pre-show do todo-poderoso da Microsoft. Até os jornalistas, que normalmente têm entrada garantida, precisaram chegar ao local da palestra com mais de três horas de antecedência para pegar seus ingressos. Se este tiver mesmo sido o último “keynote” de Bill Gates no CES, valeu o esforço…

Veja mais fotos no 8P do CES

Post originalmente publicado no .BR, o blog de Tecnologia do G1

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Na era da atenção, RAM é cem vezes mais barata que HD http://juliopreuss.com/blog/2006/12/04/na-era-da-atencao-ram-e-cem-vezes-mais-barata-que-hd/ http://juliopreuss.com/blog/2006/12/04/na-era-da-atencao-ram-e-cem-vezes-mais-barata-que-hd/#comments Mon, 04 Dec 2006 19:59:51 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2006/12/04/na-era-da-atencao-ram-e-cem-vezes-mais-barata-que-hd/ Não, eu não me enganei no título nem você leu errado. Memória RAM é, sim, cem vezes mais barata que disco rígido – pelo menos pela brilhante lógica do Google. As contas estão na mesma matéria da revista Wired que citei na coluna da semana passada, sobre as necessidades energéticas do gigante da busca, e fazem todo o sentido.

Duvida? Segundo o texto, o preço por megabyte da memória RAM é cem vezes mais alto que o do HD (por isso você achou que eu tinha me enganado no título). Por outro lado, a memória é 10 mil vezes mais rápida que o disco. Logo, se levarmos em consideração o fator “tempo de acesso”, a RAM é mesmo cem vezes mais barata.

Entender qual o recurso mais valioso num dado momento é uma capacidade estratégica importantíssima. O tempo, ou, melhor dizendo, o tempo de atenção do usuário, é um recurso que, como eu já havia estudado na minha monografia da faculdade, é o mais escasso da nossa era econômica.

O psicólogo Herbert Simon já dizia, em 1971: “O que a informação consome é bastante óbvio: ela consome a atenção do receptor. Portanto, uma riqueza de informação cria uma pobreza de atenção e uma necessidade de alocar essa atenção eficientemente diante da superabundância de de fontes de informação que poderiam consumi-la.” (Computers, Communications and the Public Interest, pp 40-41, Martin Greenberger, ed., The Johns Hopkins Press, 1971.)

Dizer que vivemos na Era da Informação não é economicamente correto. As eras econômicas sempre foram definidas pelos recursos escassos, já que é neles que está o valor. Primeiro foram as terras, depois o dinheiro, agora a atenção. Vivemos, portanto, na Era da Atenção, e não da Informação. É por isso que as ferramentas de busca valem tanto: elas economizam nossa atenção, direcionando-nos diretamente à informação que procuramos. Metade do sucesso do Google deve-se a isso.

O restante do mérito do Google teria sido, então, perceber o valor da agilidade para seus serviços e investir em muita, mas muita memória RAM para agilizar o acesso aos dados de seus gigantescos índices. Em um cenário de dinheiro farto (a empresa tem bilhões de dólares em caixa), faz sentido gastar fortunas em RAM para economizar tempo.

As estimativas da Wired dizem que o Google teria cerca de 450 mil servidores em uma dúzia de datacenters espalhados pelo mundo. No total, essas máquinas usariam inimagináveis 4 petabytes (milhares de terabytes, ou 10 elevado à décima-quinta potência) de RAM. Isso mesmo: 4.000.000.000.000.000 bytes de memória! E olha que nem é tanto assim, já que a capacidade em disco do Golias das Buscas seria de 200 petabytes. E o Paulo achava que os 2,6 terabytes que tem em casa eram muito

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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Porque a energia pode ser o maior problema do Google http://juliopreuss.com/blog/2006/11/29/porque-a-energia-pode-ser-o-maior-problema-do-google/ http://juliopreuss.com/blog/2006/11/29/porque-a-energia-pode-ser-o-maior-problema-do-google/#comments Wed, 29 Nov 2006 20:01:07 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2006/11/29/porque-a-energia-pode-ser-o-maior-problema-do-google/ Um conhecido que acaba de voltar da conferência Web 2.0 Summit, em São Francisco (ainda não sabe o que é Web 2.0?) assistiu a uma palestra de um executivo do Google em que teria sido dito que a maior preocupação da empresa, atualmente, é com a energia elétrica para alimentar os milhares de computadores de suas fazendas de servidores espalhadas pelo mundo.

Revirei o site do evento, mas ainda não consegui encontrar uma transcrição da tal apresentação. De qualquer forma, algumas coisas que tenho lido por aí confirmam que a economia de energia e com energia estão de fato na lista de prioridades do Google, seja pelo aspecto ecológico, seja pelo estratégico. Rumores sobre investimento em energia nuclear à parte, existem pelo menos dois fatos concretos que indicam isso:

A reforma da sede do Google no Vale do Silício

A imagem acima, capturada do Google Earth, mostra o quartel-general da empresa em Mountain View, na Califórnia, apelidado de Googleplex. A propriedade de quase 100 mil metros quadrados fica a 56 km de São Francisco e foi comprada pelo Google este ano por US$ 319 milhões. Mas a empresa não mudou de endereço… apenas tornou próprios os escritórios que alugava há alguns anos.

Depois da aquisição, a gigante da busca decidiu investir um dinheirinho (a quantia não foi revelada) em sua sede e anunciou, agora em outubro, a construção da maior rede corporativa de coleta de energia solar dos Estados Unidos. Até a primavera americana (nosso outono), o complexo de Mountain View ganhará 9.200 painéis fotovoltaicos capazes de gerar 1,6 megawatts de força – o equivalente ao consumo de mil residências californianas.

Quando terminarem de cobrir os telhados e estacionamentos do complexo, como mostra a simulação abaixo, os painéis solares do Google serão capazes de suprir 30% das necessidades do “Googleplex”. Além de fazer inveja à rival Microsoft, que, segundo a própria MSNBC, instalou 2.288 painéis em seu centro de pesquisa situado na mesma Mountain View, no início do ano, mas gera “apenas” 480 kilowatts.

A localização estratégica do “Projeto 2″

Até recentemente, a cidade de The Dalles, no Oregon, com pouco mais de 12 mil habitantes no censo de 2000, só tinha recebido algum destaque na mídia em 1984, quando foi alvo de um ataque bioterrorista supostamente planejado por integrantes de um culto fundamentalista indiano. Em 2006, graças ao Google, a cidade já apareceu até nas páginas da Wired e do New York Times.

The Dalles foi escolhida para receber o “Projeto 02″, um datacenter gigante que ocupa 30 acres de terreno à margem do Rio Columbia, fronteira com o estado de Washington. Apesar de ninguém na cidade admitir e o Google manter quase todos os detalhes da empreitada em sigilo, a internet está cheia de referências a ele. Inclusive no Google Earth, de onde capturamos a imagem abaixo, indicando a suposta localização do complexo, mas não as novas construções.

Segundo o NYT, de onde reproduzimos a foto abaixo, o Google já construiu dois dos três prédios que tem permissão de erguer no local – cada um do tamanho de um campo de futebol. Os prédios em si são baixos, de apenas um andar, mas ao lado de cada um deles vemos torres quatro vezes mais altas, supostamente parte de um sistema de refrigeração que usaria a água do rio vizinho para dissipar o calor produzido pelos milhares de servidores do complexo.

A localização à beira-rio, entretanto, tem muito mais importância do que fazê-lo de watercooler gigante. Basta examinar as fotos do Google Earth para encontrar, rio acima, uma discreta linha que une as duas margens, como se fosse uma ponte. É a barragem da hidrelétrica The Dalles Dam, construída em 1957 alagando o trecho do rio que deu nome à cidade.

Originalmente usada para alimentar a indústria de alumínio, a usina produz 1,8 Gigawatts de eletricidade parcialmente disponíveis ao Google por um quinto do preço que custaria em São Francisco. Some-se a isso o fato de Dalles estar ligada por fibra ótica a Harbour Pointe, em Washington, de onde parte um link de 640 Gbps que conecta os Estados Unidos à Ásia, e temos o lugar perfeito para um megadatacenter.

O curioso em relação à oferta de eletricidade barata é que o mais importante nem é a economia, mas a disponibilidade. Segundo a Wired, a Ask.com, segunda empresa de busca que mais cresce no mundo, teve que interromper a expansão do poder de processamento de seu datacenter na Costa Leste porque não havia mais energia para alimentá-lo. Só 30% do prédio estavam ocupados, mas a rede elétrica da região ficou saturada.

Ainda de acordo com a revista, as empresas de busca já consomem, juntas, quase o mesmo que toda a região metropolitana de Las Vegas, com todo o neon de seus hoteís e cassinos. Não é à toa que a Ask está procurando um lugar para se instalar na mesma região do Projeto 02, como já fizeram a Microsoft e o Yahoo! Depois do Vale do Silício, chegou a vez do “Rio dos Datacenters”!
Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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Quem tem MP3 player gosta de eletrônicos (e liquidificador) http://juliopreuss.com/blog/2006/11/20/quem-tem-mp3-player-gosta-de-eletronicos-e-liquidificador/ http://juliopreuss.com/blog/2006/11/20/quem-tem-mp3-player-gosta-de-eletronicos-e-liquidificador/#comments Mon, 20 Nov 2006 20:05:44 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2006/11/20/quem-tem-mp3-player-gosta-de-eletronicos-e-liquidificador/ Update: como o assunto liquidificador estava rendendo mais comentários do que a pesquisa, decidi atualizar o título da coluna para torná-lo mais descritivo.

Semana passada recebi um press-release com o resultado de uma pesquisa da comScore que revela o óbvio: pessoas que possuem MP3 players têm maior propensão a comprar outros gadgets eletrônicos e são, portatanto, o público ideal para campanhas publicitárias de fabricantes desses equipamentos. Descobriram a pólvora, né?

Este que vos escreve, consumista voraz de tudo o que tem a ver com tecnologia, já teve dois MP3 players e se desfez deles porque não gostava o suficiente de música para justificar o investimento, mas já usou muito um PDA e atualmente usa o PSP como tal, o que deve ser suficiente para inclui-lo no universo da pesquisa. Uma coisa é certa: sou muito mais propenso a comprar qualquer coisa eletrônica do que o internauta médio.

Para se ter uma idéia, meu último sonho de consumo, descoberto no YouTube, é nada mais, nada menos que um liquidificador! Não um Brastemp qualquer, mas “o” liquidificador: o Total Blend, da Blendtec. Esta belezinha de 1500 watts já foi demonstrada moendo canetas, bolinhas de gude, de golfe e até um cabo de ancinho!

Mas serve para liquidificar comida, também: as demonstrações incluem um frango inteiro, uma lata de Coca Cola (inclusive a lata) e uma McRefeição completa. Não, eu não usaria o liquidificador de US$ 400 para nada disso, mas só o fato dele transformar gelo em neve já me convenceu! Daria para voltar a tomar Frapuccinos antes mesmo de o Starbucks chegar ao Rio! Ou será que a primeira coisa que eu deveria fazer é moer meus cartões de crédito para evitar novas compras desnecessárias?

Mas, voltando ao estudo da comScore: por trás do título idiota ele esconde alguns números interessantes. Segundo o relatório, 27% dos internautas têm pelo menos um MP3 player. A maioria (53%) são homens e mais de um terço (37%) têm entre 18 e 34 anos. Esse público adora consumir online: quase metade (49%) consideram a web a forma mais fácil de fazer compras e praticamente todos (94%) o fizeram nos últimos seis meses.

Em relação à tal propensão às novas aquisições, donos de MP3 players são duas vezes mais (105%) inclinados a comprar consoles de games com conectividade de rede do que internautas “comuns”. Quando o objeto de consumo é um PDA, a relação cai para ainda relevantes 89%, à frente dos 85% dos videogames portáteis, 180% dos sistemas de rádio via satélite (inexistentes no Brasil) e 72%, dos gravadores digitais de vídeo (PVRs). TVs de plasma e LCD, digitais e de alta definição, bem como sistemas de home-theater, giram em torno dos 50%. Câmeras digitais, sejam fotográficas ou de vídeo ficam na casa dos 35%.

E já que falamos em televisão, os donos de MP3 players assistem menos TV (e ouvem bem menos rádio) que os internautas em geral, mas são bem mais participativos: 50% mais propensos a frequentar uma sala de chat sobre um programa de TV, 49% mais inclinados a acessar um site sobre o programa, 33% mais interessados em buscar horários e críticas e 12% a enviar e-mails ou mensagens instantâneas sobre o programa. A probabilidade de pesquisarem na web produtos exibidos num programa ou anúncio de TV é 50% maior. A de comprarem, 17%.

Os resultados mais curiosos da pesquisa, porém, são os que revelam os hábitos de leitura dos proprietários de MP3 players. Eles lêem jornais como a média dos internautas, mas assinam muito mais revistas. E duvido que alguém adivinhe quais eles mais lêem em relação à média dos internautas! Bom, a número um da lista é a adolescente Seventeen (113%), seguida de perto pela sisuada The Economist (109%) e pela esperada Rolling Stone (108%). No fim do “top 10″, outro contraste: Vanity Fair, em 9º (71%) e Forbes, em 10º (70%). Vá entender…

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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5000km de estrada e alguns de rio guiados por GPS http://juliopreuss.com/blog/2006/11/10/5000km-de-estrada-e-alguns-de-rio-guiados-por-gps/ http://juliopreuss.com/blog/2006/11/10/5000km-de-estrada-e-alguns-de-rio-guiados-por-gps/#comments Fri, 10 Nov 2006 19:56:20 +0000 Julio Preuss http://juliopreuss.com/blog/2006/11/10/5000km-de-estrada-e-alguns-de-rio-guiados-por-gps/ Algumas semanas atrás, quando o Paulo relatou sua experiência com o Google Maps, tive vontade de emendar com uma coluna sobre minha viagem ao Canadá, já comentada brevemente aqui.

Passei quase um mês naquele imenso país no meio do ano e dirigi quase 5 mil quilomêtros, três deles na Costa Oeste, de Vancouver até as Montanhas Rochosas, e o resto na Leste, partindo de Toronto. Se alguém tiver curiosidade, pode conferir algumas fotos da aventura no meu 8P, o inovador serviço de fotologs da Globo.com (disclaimer: sim, agora eu trabalho lá).

Mas o objetivo desta coluna não é falar de turismo, e sim de tecnologia. Neste caso, a que me ajudou a enfrentar as estradas canadenses sem comprar um único mapa de papel. Antes da viagem, quase como o Paulo fez antes de ir para Miami, programei todas as rotas que faria no computador. Em vez do Google Maps, usei o Microsoft Streets & Trips. Não era uma versão original, mas como eu comprei a dita cuja, me declaro inocente da acusação de pirataria Smile

A escolha do software tradicional em lugar do serviço online se deveu a uma questão prática: eu queria ter tudo armazenado localmente no notebook (momento de propaganda gratuita: aquele mesmo que estou vendendo lá nos classificados), para poder consultar no caminho, dentro do carro, sem conexão à internet. Mas não era só isso: no segundo dia da estadia em Vancouver, corri à Best Buy e comprei o Streets & Trips, na versão que vem com um receptor de GPS. Isso o Google Maps (ainda) não tem!

Esta versão me custou 150 dólares canadenses (cerca de US$ 135) – 100 a mais que a que não vem com o GPS – mas como a edição 2007 estava para sair, depois comecei a ver o pacote em oferta em outras lojas. Como o programa já estava instalado e configurado no notebook, com todos os destinos cadastrados, bastou plugar o acessório USB e aprender a usar. É tudo relativamente fácil, a não ser por alguns detalhes que demoramos a descobrir por conta própria, já que ninguém lê manuais mesmo.

O programa mostra sua posição no mapa com uma precisão espantosa e só perdeu o sinal quando passamos em alguns túneis subterrâneos, em Montreal. Tem um certo “delay”, mas logo nos acostumamos com ele e passamos a considerar as instruções com alguma antecedência. Instruções? Sim, pois o programa avisa, via sintetizador de voz, quando virar, por quantos quilômetros seguir e assim por diante. Na tela, ainda vemos a velocidade média do carro e uma bússola que indica a direção em que estamos seguindo.

O que, para mim, pareceu uma precisão absoluta, porém, está longe de ser suficiente para um outro usuário de GPS que conheci nos últimos dias da viagem. Durante um passeio de barco na região conhecida como “Mil Ilhas” (sim, o molho Thousand Islands foi inventado lá), reparei que o comandante da embarcação usava um programa semelhante ao meu para navegar no rio St. Lawrence.

Quando viu que eu estava interessado na tela de seu computador de bordo (que era um PC comum, sem nada de especial), o capitão – cujo nome eu nem me lembrei de perguntar – puxou assunto e trocamos algumas palavras sobre a tecnologia GPS. Eis que ele me mostra que, de acordo com o computador, nosso barco deveria estar em terra firme, encalhado na margem do rio. “Há um desvio de uns 20 metros”, disse.

OK, é notório que a precisão dos GPS civis não é tão grande assim, o que explicaria o erro. Surpreendente foi saber que não foi sempre assim. Segundo nosso capitão anônimo, antes dos atentados de 11 de setembro, dava para confiar quase cegamente no computador do barco. “Depois os americanos mandaram aumentar a margem de erro do sistema para evitar que terroristas o usassem para guiar bombas”. É uma bela teoria da conspiração. Mas será só uma teoria?

Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição – Uso Não Comercial – Não a obras derivadas 2.0

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