Disponíveis apenas em preto ou branco, os Nanos tinham visual semelhante aos iPods originais, parecendo uma versão bem reduzida do iPod Video (a quinta geração do player da Apple) que seria lançado no mês seguinte, mas eram diferentes de todos os demais iPods (exceto, atualmente, o Shuffle) por usar memória flash, e não um HD miniatura – o que garante melhor rendimento da bateria e resistência a impactos.
Praticamente um ano depois chegou ao mercado a segunda encarnação do Nano, agora em corpo metálico e com seis opções de cores, lembrando muito mais os aposentados Minis do que quaisquer outros integrantes da família iPod. Rumores dão conta que uma nova atualização estaria por vir (esta versão está prestes a completar um ano, afinal), mas isso não quer dizer que não devamos testar um Nano de segunda geração.
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]]>O interessante é que metade desses comentários tocaram num mesmo ponto: o Orkut seria melhor que as outras redes sociais porque “lá encontramos nossos amigos”. Claro. E uma coisa leva a outra: vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? É difícil competir com o Orkut, mesmo tendo um produto melhor, simplesmente porque é preciso convencer as pessoas a migrar.
Difícil, mas não impossível: nos Estados Unidos, como vimos semana passada, o Facebook está crescendo bem mais rápido que o líder MySpace, podendo alcançá-lo em breve. E o domínio do MySpace lá já foi bem parecido com o do Orkut, aqui. Quem sabe se um azarão, seja o Facebook ou qualquer outro, não consegue se aproximar dele? Eu já fiz minha parte, convencendo vários amigos (e alguns leitores) a se cadastrarem no Facebook. Tenho 72 amigos lá, contra 300 e poucos, no Orkut. Nada mal…
O problema é que é um saco ter que preencher um novo perfil e convidar centenas de amigos a cada vez que surge uma nova aplicação social. A abordagem do Facebook já é um pouco melhor, pois permite a construção de aplicações em sua própria plataforma. Mas o ideal seria ter as informações sociais armazenadas em um território neutro, de onde pudessem ser consultadas por qualquer site que você autorizasse. E é exatamente isso que os participantes do grupo social-network-portability estão tentando criar.
A idéia é estender padrões já existentes, como o OpenId e o FOAF (Friend of a Friend), ou criar novos, como o SNAP (Social Network Aggregation Protocol) e a dupla OFF e RSF (Open Friend Format e Real Simple Friend) para gerenciar perfis e listas de amigos. Há preocupações legítimas quanto à privacidade de nossos dados, especialmente quando misturamos redes de amigos pessoais com contatos profissionais, mas todos os obstáculos identificados são sempre seguidos por diversas sugestões de soluções. No final das contas, o difícil mesmo parece ser fazer alguma grande rede aderir à idéia.
Parece, mas talvez nem seja. Um dos melhores textos que já li sobre o assunto foi escrito por um tal de Brad Fitzpartrick, um dos responsáveis pela lista de discussão mencionada acima e, o mais importante, um recém-contratado do Google. O mesmo Google que financiou um estudo da Universidade de Carnegie Mellon sobre o futuro das redes sociais que resultou num tal de Socialstream, cuja demonstração pode ser conferida neste vídeo.
Todos juntos agora
O principal conceito por trás do Socialstream é a possibilidade de reunir, num só lugar, tudo aquilo que você faz em diversas aplicações sociais. Isso, por si só, nem é novidade. O Tumblr já faz um pouco disso, mas o MugShot vai ainda mais longe. E ainda por cima é open-source, resultado de uma iniciativa da RedHat. Se você usa um monte de redes e ferramentas sociais, pode juntar tudo lá. Experimente!

O interessante do Socialstream é ter sido bancado pelo Google. A verdade é que as três empresas com maior poder de fogo na internet atual - Google, Microsoft e Yahoo - estão morrendo de inveja do sucesso das redes sociais. Como o MySpace já foi comprado pela Fox por US$ 580 milhões e o Facebook continua resistindo a ofertas na casa dos US$ 5 bilhões, o jeito é tentar criar sua própria rede. E se ela conseguir se comunicar com as outras, líderes de mercado, melhor ainda - tudo para facilitar a migração dos usuários.
No caso do Google, o ponto de partida para isso pode ser o Socialstream, mas também o nosso velho conhecido Orkut. A recente mudança no visual foi só o começo. Daqui para frente, espera-se que o Orkut comece a se abrir para integração com serviços externos, como é o Facebook ou até mais. Não para facilitar a vida dos concorrentes brasileiros, mas para torná-lo capaz de brigar por uma fatia significativa do mercado americano. Os usuários agradecem!
Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição - Uso Não Comercial - Não a obras derivadas 2.0
]]>Para começar, as reflex: vêm aí dois novos modelos para profissionais (ou quase): a EOS-40D, sucessora da 30D, e a 1Ds Mark III, evolução da 1Ds. Esta última se destaca pela resolução de impressionantes 21 megapixels de seu sensor “full-frame” – qualidade até então encontrada apenas em câmeras de médio formato que, em compensação, não têm a portabilidade nem a velocidade da 1Ds, capaz de capturar cinco quadros por segundo.
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]]>À frente do Orkut, que só fez sucesso mesmo no Brasil e na Índia, está o líder isolado MySpace, com seus 30 milhões de usuários, seguido pelo Facebook, com a metade disso. Quando olhamos a evolução desses números ao longo de um ano, entretanto, o destaque vai para o segundo colocado. Com um crescimento de 300% em 12 meses, o Facebook dá todos os sinais de que vai brigar pela liderança. E, em minha humilde opinião, vai conquistá-la se os concorrentes não mudarem radicalmente.

O crescimento das seis maiores redes sociais entre junho de 2006 e junho de 2007, segundo o ComScore World Metrix
Ao analisar com atenção as grandes redes sociais da atualidade, podemos notar algumas grandes diferenças entre elas. Nos números, há uma clara segmentação geográfica, com MySpace e Facebook reinando nos Estados Unidos, Orkut na América Latina e Ásia (por causa da Índia), o pioneiro Friendster, na Ásia e o ascendente Bebo, na Europa, bem atrás dos líderes:

Mas as diferenças que nos interessam aqui não são esta, e sim as que separam o Facebook principalmente de seu conterrâneo MySpace, mas também de quase todas as outras redes. A primeira delas é histórica: o Facebook começou como um conjunto de redes restritas aos estudantes das universidades americanas (lembram quando era preciso ser convidado para o Orkut?). Depois se abriu para as escolas, repletas de adolescentes que sonhavam em ter acesso ao até então exclusivo mundo dos colegas mais velhos e, por fim, liberou geral.
A migração de gente do MySpace para o FaceBook que se seguiu virou prova da infidelidade do usuário de redes sociais, mas também evidenciou uma diferença de perfis entre eles. O Facebook, com suas raízes universitárias, é um território mais elitista. O MySpace, que hospeda as páginas de tantas novas bandas, é um lugar mais popular - no bom e no mau sentido. Nas escolas, os CDFs estão no Facebook e os bagunceiros, no MySpace. No exército, os oficiais estão num e os soldados, no outro.
Só que esta também não é a diferença mais importante. O detalhe a que se refere o título desta coluna é o fato de o Facebook ser uma plataforma para aplicações sociais, e não apenas um site de relacionamento. Se você já esta cadastrado lá, deve ter entendido o que eu quis dizer. Se não está, mas se interessa o suficiente pelo assunto para ter lido até aqui, trate de ir lá e se cadastrar. Você não vai se arrepender. Aproveite e se inscreva no grupo que acabei de criar para o Fórum PCs.
A característica mais legal do Facebook é permitir que qualquer um com um mínimo de noção de desenvolvimento web crie componentes que rodam dentro do próprio site - e não apenas para incrementar seu perfil, coisa que o MySpace também faz. São desde simples listagens de notícias, como as que a Globo.com já criou para o G1, por exemplo (disclaimer: eu trabalho na Globo.com, embora não tenha participado desse projeto), até verdadeiras aplicações sociais, como o joguinho em que você desafia seus amigos para ver quem é melhor em Geografia:

A graça disso é que fica muito mais fácil criar experiências sociais, já que não é preciso lidar com a construção e manutenção de páginas de perfis, listas de amigos etc. O resultado? O surgimento de centenas e centenas dessas Facebook Applications, parte de um ecossistema que a Business 2.0 chamou ontem de Facebook Economy e que já rendeu centenas de milhares de dólares em publicidade e milhões em investimentos de risco.
Em tempo: este não era bem o assunto que eu pretendia abordar esta semana, mas achei melhor fazer esta introdução antes. Semana que vem falaremos de algo ainda mais promissor: a portabilidade das redes sociais.
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]]>Assim, ainda na loja da TIM, tratei de solicitar um pacote de dados junto com o plano de voz que havia escolhido. A vendedora mal-treinada, depois de consultar sua colega e ligar para uma outra, afirmou que eu teria que levar dois chips (os SIM cards) diferentes - um para voz e outro para dados - e trocá-los quando quisesse fazer uma ou outra coisa. Respondi que isso era inadmissível.
Após algumas tentativas infrutíferas de convencer a pobre criatura de que pacote de dados e plano de dados são coisas diferentes, achei melhor levar o aparelho com o plano de voz e contratar o pacote de dados depois, pela central de atendimento. Obviamente, só fui lembrar de fazer isso quando recebi minha segunda conta, com uma cobrança de mais de R$ 100 pelo tráfego uns 20 MB de dados. Burrice minha.
Bastou um telefonema para a TIM para assinar um dos três pacotes de dados que a operadora oferece (40 MB, 250 MB e 1 GB) a preços excelentes. Até o fim de agosto, os primeiros seis meses saem a R$ 9,90, R$ 19 e R$ 49 mensais, respectivamente. Depois, voltam a valer os preços normais, ainda bem razoáveis: R$ 19, R$ 29 e R$ 69 - bem abaixo do que pedem as concorrentes e do que o otário aqui pagou por reles 20 MB de tráfego.
Escolhi o pacote de 250 MB, o que ainda me rendeu mais uma pérola de atendimento despreparado: “Senhor, o seu plano de voz já inclui 250 ká-bê de dados”. Tive que explicar à infeliz que “ká-bê” e “eme-bê” são coisas mil vezes diferentes, mas consegui o que queria. E aproveitei para cancelar o TIM Casa que me empurraram sem eu pedir e, depois do terceiro mês, começou a custar R$ 30 sem nunca ter sido usado.
No trabalho, onde há pelo menos mais uma dúzia de usuários do E61, o pacote de dados mais popular é o de 1 GB. E todos os que o escolheram fazem questão de dizer que é praticamente ilimitado - ainda mais quando se pode usar a rede WiFi da empresa durante boa parte do tempo. Eu costumo responder que sim, desde que não se use celular para conectar o computador de verdade à internet.
Conectando o computador à internet via celular
Embora muita gente se esqueça disso - inclusive um colega que fez uma segunda assinatura da TIM para ganhar o tal modem celular que eles estão subsidiando para os assinantes do maior plano (não o pacote) de dados - quase todo celular digital que se preza pode ser usado como modem. E o nosso E61 não é exceção - já vem até com o cabo USB necessário para conectá-lo a um computador sem Bluetooth.
Como não brincava de usar o celular como modem desde quando fiz meu Ericsson T68 conversar por infravermelho com um Pocket PC para acessar a internet durante uma viagem, decidi experimentar com a tecnologia atual. Instalei o Nokia PC Suite no desktop, pluguei o E61 via USB, tirei o cabo de rede do roteador e mandei conectar à Internet via “modem USB” - que, na verdade, era o próprio celular. Não funcionou de primeira porque eu não vi que tinha que selecionar a operadora, mas assim que fiz isso no menu drop-down, a conexão pôde ser estabelecida.

Entrei em alguns sites e mandei e-mails usando a conexão celular e achei a velocidade bastante razoável. Para ter dados mais objetivos, acessei alguns daqueles “velocímetros” online e obtive uma média de 140 kbps - mais que o dobro da máxima teórica de 56 kbps de uma conexão discada, mas menos que a metade do limite de 384 kbps da tecnologia EDGE oferecida pelo E61.
Aproveitei para comparar com o desempenho de um PC-Card 1xEV-DO da Vivo (vulgo Vivo ZAP 3G). Esta tecnologia tem limites teóricos de taxas de download na casa dos 2.000 kbps e de upload em torno de 200 kbps. Na prática, os valores informados pelos pouco precisos velocímetros variaram muito, de 100 kbps a quase 800 kbps. Mas deu pra ver que, exceto pelos engasgos, a plaquinha da Vivo pode ser bem mais rápida.
Minhas conclusões: em primeiro lugar, é óbvio que nenhuma das soluções substitui uma conexão de banda larga de verdade - uma linha ADSL de 2 MB atinge uns 1.800 kbps com muito mais estabilidade e não fica tão mais lenta no upload. Dito isto, as conexões móveis podem ser muito úteis - não só quando estamos longe de um ponto de rede (inclusive WiFi), mas como backup.
Tenho um amigo que trabalha em casa e já pensou em assinar tanto o Virtua quanto o Velox para ter uma redundância de conexão melhor que o velho modem de 56 kbps. Hoje bastaria um celular. Eu, pelo menos, não pensarei duas vezes na próxima ocasião em que o Velox sair do ar. Traterei de conectar via celular, tomando só o cuidado de desligar o Azureus e evitar atividade que movimentem muitos dados.
Se for para uso constante, a placa EV-DO é a melhor opção para profissionais móveis terem em seus notebooks, pois tem velocidade comparável ao dos planos básicos de acesso via cabo e ADSL. Já o modem celular GSM que a TIM “deu” para o colega citado no início do texto eu continuo achando totalmente desnecessário. Como conexão dedicada, perde para a placa da Vivo. Para uso eventual, é bem menos conveniente que um celular que já costumamos ter mesmo e no qual podemos usar o pacote de dados para outras finalidades.
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Um bom exemplo é a IBM, que anunciou, há três meses, o “Projeto Big Green” - uma referência ao apelido Big Blue. Com investimento anual de US$ 1 bilhão, a iniciativa tem como objetivo a otimização energértica dos datacenters da empresa e de seus clientes. Na própria IBM, que tem quase 750 mil metros quadrados de datacentes em seis continentes, a meta é dobrar a capacidade de processamento em três anos, sem aumentar o consumo elétrico.


Já para os clientes, a IBM afirma que, num datacenter típico, com cerca de 2,3 mil metros quadrados, é possível economizar 42% da energia - o equivalente a 7,4 toneladas de emissões de carbono por ano - com a simples adoção de equipamentos mais eficientes. E cita dados do IDC para mostrar que a economia também pesa no bolso: segundo o instituto de pesquisa, para cada dólar gasto em hardware, 50 centavos serão gastos em eletricidade - valor que tende a atingir os 71 centavos nos próximos quatro anos.
Segundo Tom Raftery, o blogueiro mais famoso da Irlanda e responsável pelo Cork Internet Exchange (CIX), o primeiro datacenter profissional fora da capital de seu país, o consumo de um rack típico vem crescendo rapidamente: de 1,5 KW, há sete anos, para 4,5 KW, há quatro, e 15 KW, no ano passado. Seu objetivo, conforme apresentado na conferência Reboot, é um datacenter neutro em carbono - toda a energia consumida seria gerada pelo vento ou pela queima de biodiesel comprado dos fazendeiros locais. E o excedente seria vendido para a companhia elétrica.
Para tanto, o primeiro passo de Tom foi projetar um datacenter altamente eficiente. E, a julgar pela apresentação feita em maio e pelo blog que acompanha a montagem das instalações, a principal medida neste sentido é otimizar o sistema de refrigeração das máquinas. Uma das técnicas empregadas, aproveitar as baixas temperaturas da região, não se aplicaria a um datacenter no Brasil, mas as demais soluções descritas por ele podem ajudar.
A IBM, por sinal, também está prestando bastante atenção na questão da refrigeração em sua iniciativa Big Green. Vide as imagens abaixo, que retratam a distribuição de calor em um servidor e a ferramenta de simulação de datacenter que a empresa pretende usar para otimizar os projetos. Os freqüentadores assíduos do Fórum sabem como uma boa estratégia de refrigeração é fundamental para tirar o máximo de desempenho de um computador. O desafio agora é fazê-lo gastando o mínimo de energia.


Já se você não é responsável por nenhum datacenter, pode dar sua contribuição pessoal apoiando a iniciativa Climate Savers Smart Computing, que já foi assunto de uma outra coluna, ou simplesmente pensando um pouco no assunto na hora de montar seu próximo PC. A Corsair, por exemplo, anunciou recentemente um par de fontes de alimentação com eficiência de, no mínimo, 80%:

Update: entre começar a escrever esta coluna e terminá-la, dei de cara com uma notícia sobre o mesmo tema no site da revista Magnet, sob a batuta do ilustre C@T. A novidade é o relatório que a EPA, agência ambiental responsável pelo programa Energy Star, preparou, a pedido do Congresso Americano. Divulgado no fim da semana passada, o estudo aborda justamente o aumento do consumo dos datacenters e analisa formas de evitá-lo. Quem trabalha na área não pode deixar de ler.
Coluna originalmente publicada no Fórum PCs sob licença Creative Commons Atribuição - Uso Não Comercial - Não a obras derivadas 2.0
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]]>Uma pesquisa na mesma loja virtual mencionada no primeiro parágrafo revela mais de 20 modelos de DVD-Rs, ou DVD Recorders, com preços a partir de R$ 330. Entre eles está o R-130, da Samsung, objeto desta avaliação. Seu preço atual varia entre R$ 350 e R$ 500, mas o exemplar que testamos custou bem menos que isso: veio de brinde na compra de uma TV de LCD. Viu só como gravador de DVD está virando coisa comum?
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